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Maduro anuncia acordo com Cruz Vermelha para ajuda humanitária

Presidente não deu detalhes sobre o tratado e os insumos que poderão entrar no país sul-americano, que enfrenta crise econômica sem precedentes

Internacional|Do R7

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta sexta-feira (7) ue vai consolidar um acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, com o qual pretende iniciar a entrada de ajuda humanitária no país.

A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que cerca de um quarto da população venezuelana — em torno de sete milhões de pessoas — precisa de apoio, segundo um informativo interno que mostra um aumento da desnutrição e de doenças, em meio a uma severa crise econômica e política.


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"(O acordo permitirá) que a Cruz acelere e incremente todo seu apoio humanitário à Venezuela, em termos de saúde, de remédios", disse Maduro em uma transmissão da TV estatal.

O presidente não deu detalhes sobre o acordo e os insumos que poderão entrar no país sul-americano.


"Eu abri as portas, uma vez que acabou o show, o show da ajuda humanitária. Lembram-se do show?... Que vem do mar, que vem de barco, que vem por rio, que vem pela Colômbia, mentiras", acrescentou Maduro.

Em fevereiro, o chefe do Congresso, Juan Guaidó, que evocou a Constituição para se autoproclamar presidente interino e conta com o reconhecimento de mais de 50 países, tentou liberar a entrada de ajuda humanitária através das fronteiras com a Colômbia e o Brasil, mas não foi bem-sucedido.


Na quarta-feira, representantes da Cruz Vermelha na Venezuela disseram a repórteres que estavam à espera da permissão do país sul-americano para a entrada de 23 toneladas de insumos provenientes do Panamá e uma importante carga de medicamentos oriunda da Itália.

Em abril, uma primeira remessa de 24 toneladas reunidas pela Federação da Cruz Vermelha chegou à Venezuela, vinda do Panamá.


Guaidó afirmou que a chegada da ajuda era o reconhecimento por parte do governo de uma emergência humanitária, negada anteriormente.

O governo venezuelano assinala que as sanções impostas pelos Estados Unidos impedem a aquisição de medicamentos e comida no exterior. No entanto, economistas e opositores denunciam que as restrições para obter insumos existem desde antes da aplicação das medidas por Washington.

A Venezuela enfrenta uma severa crise econômica que empobreceu milhões de venezuelanos e acentuou o fluxo migratório na região.

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