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Maduro apoia pedido de Brasil e Alemanha para que ONU investigue espionagem

Internacional|Do R7

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Caracas, 6 nov (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou nesta quarta-feira como "escândalo mundial" as operações de espionagem a governos por parte dos Estados Unidos e expressou seu apoio a uma solicitação apresentada por Brasil e Alemanha para que as Nações Unidas abram uma investigação. "Nós queremos anunciar o respaldo à moção da presidente Dilma Rousseff e da Alemanha para que as Nações Unidas comecem a debater e a tomar medidas contra a espionagem (...) por parte dos organismos de inteligência dos Estados Unidos", anunciou Maduro durante um ato de governo. Além disso, destacou que a Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) emitirá um pronunciamento para condenar as práticas de espionagem. A Alba é integrada por Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Dominica, Equador, Antígua e Barbuda, São Vicente e Granadinas, e Santa Lúcia. Brasil e Alemanha apresentaram na semana passada uma minuta de resolução para que a Assembleia Geral da ONU se pronuncie contra a espionagem e em defesa da proteção à privacidade e das comunicações. A magnitude da espionagem dos EUA a seus cidadãos e a pessoas, empresas e governos estrangeiros começou a ser revelada há alguns meses por meio de alguns dos documentos vazados à imprensa pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden, atualmente asilado na Rússia. Por sua vez, o "The New York Times" publicou no domingo que a Venezuela integrava em 2007 uma lista de seis alvos prioritários para a espionagem da agência americana NSA, preocupada pela ameaça que a influência do governo do falecido presidente Hugo Chávez podia representar para os interesses dos EUA na América Latina. Rodeado por seu gabinete e pelos governadores dos estados do país, Maduro insistiu em acusar os Estados Unidos pelo golpe de Estado que em abril do 2002 tirou brevemente do poder o então presidente Chávez. O ministro do Interior, Miguel Rodríguez Torres, disse na terça-feira que as denúncias de suposta espionagem dos Estados Unidos em seu país confirmavam as acusações de Maduro sobre uma "guerra econômica" contra seu governo. EFE ig/rsd

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