Maduro chama para consultas embaixadora da Venezuela na Guiana
Internacional|Do R7
Caracas, 6 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira (data local) que, para deter a "provocação" da Guiana no conflito territorial bilateral, decidiu chamar para consultas a embaixadora do país em Georgetown, ordenando também uma "revisão integral" das relações diplomáticas. O anúncio foi feito durante um discurso especial do presidente na Assembleia Nacional da Venezuela. Aos deputados, Maduro pediu "todo apoio" para enfrentar a questão. Maduro disse que a Venezuela é atacada diariamente pelo presidente da Guiana, David Granger, e que em recentes declarações, o chanceler do país vizinho, Carl Greenidge, ofendeu, desprezou e exibiu um comportamento racista em relação aos venezuelanos. O presidente afirmou que o plano de provocação da Guiana conta com o apoio de importantes lobistas em Washington, das agências dos Estados Unidos e de multinacionais como a Exxon Mobil. Também foi assinada hoje uma lei sobre assuntos limítrofes e um decreto que cria "zonas de defesa integral" para os espaços marítimos entre os dois países. "Estou assinando imediatamente uma Lei Habilitante, com valor e força de lei, para criar uma comissão presidencial institucional e levar todos os assuntos da fronteira de nosso país com os vizinhos da América Latina e do Caribe", indicou Maduro. "O governo da Guiana violou o direito internacional, de maneira consecutiva e de fato, chegando ao desconhecimento máximo do acordo de Genebra. Um fato gravíssimo", disse o presidente. Maduro emitiu um decreto no dia 26 de maio estabelecendo como da Venezuela, de forma unilateral, todas as águas do Oceano Atlântico em frente à costa do Essequibo, onde no mesmo mês a Exxon Mobil confirmou ter encontrado uma "significativa" reserva de petróleo. Enquanto o presidente venezuelano reivindica que a exploração seja interrompida até o fim do conflito, a Guiana tenta obter apoios internacionais que detenham as pretensões territoriais de Maduro. A controvérsia abrange uma área de 160 mil quilômetros quadrados, o que representa quase três quartos do território da Guiana. EFE nf/lvl










