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Maduro decreta aumento de 30% no salário, mas adia "revolução econômica"

Internacional|Do R7

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Caracas, 1 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou nesta sexta-feira um aumento de 30% do salário mínimo, a única medida noticiada em um dia em que era esperado um conjunto de medidas que ele mesmo anunciou como uma "revolução econômica". "Ordenei e assinei, aqui está, um decreto para aumentar em 30%, 20% a partir de primeiro de maio e 10% a partir de primeiro de julho", anunciou o líder venezuelano durante seu discurso ao fim de uma passeata para celebrar o Primeiro de Maio. O aumento é aplicável ao "salário mínimo vital" dos trabalhadores e pensionistas, indicou Maduro, que ordenou "o ajuste e o aumento imediato de toda a administração pública em nível nacional, dos trabalhadores e da Força Armada Bolivariana (FANB)". O salário mínimo mensal vigente na Venezuela até hoje era de 5.622,48 bolívares, equivalentes a US$ 892,40 no câmbio de 6,3 bolívares por dólar, o câmbio oficial mais baixo, ou igual a US$ 28,35 no câmbio de 198,3 bolívares, a taxa oficial mais alta. Com o primeiro ajuste que entra em vigor a partir de hoje, o salário passará a 6.746,90 (US$ 1.070,9 ou US$ 34,02) e a partir de 1º de julho 7.421,6 bolívares (US$ 1.178 ou US$ 37,40). Geralmente na Venezuela os aumentos anuais do salário mínimo são anunciados pelo chefe de Estado em Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador. A expectativa era que o presidente venezuelano anunciasse um conjunto de medidas para tentar animar a economia, um plano que, explicou o próprio Maduro no último dia 22, seria "uma revolução econômica". No ato de hoje, Maduro pediu aos trabalhadores para derrotarem o que ele mesmo chamou de "guerra econômica", à qual responsabiliza pela crise econômica do país que, segundo ele, é promovida pelos empresários e opositores que querem derrubá-lo. "Temos que concentrar todos os nossos esforços em vencer a guerra econômica, para vencer a burguesia, para dar a batalha pela vitória, e vamos fazer, vamos conseguir", disse. "Agora estamos obrigados a concentrar todos nossos esforços, toda nossa inteligência para vencer a guerra econômica capitalista dos pelucones (políticos conservadores)", acrescentou Maduro sem anunciar mais medidas além do reajuste salarial. No entanto advertiu às milhares de pessoas concentradas em uma praça da capital venezuelana que "ainda falta à classe operária venezuelana muita organização, preparação para assumir a condução econômica da pátria, para construir o socialismo e para vencer os 'pelucones' na guerra econômica". A Venezuela enfrenta um ano com um dos piores desempenhos econômicos da região após terminar 2014 em recessão e com uma inflação acima dos 65%, a mais alta da América Latina, ao que é preciso somar a queda drástica dos preços internacionais do petróleo, um dos principais motores da economia venezuelana. EFE igr/cd

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