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Maduro diz que governo vai evitar "qualquer loucura" contra Capriles

Internacional|Do R7

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Caracas, 18 mar (EFE).- O líder interino da Venezuela e candidato presidencial, Nicolás Maduro, assegurou nesta segunda-feira que o governo vai a evitar que se faça "qualquer loucura" contra o candidato da oposição, Henrique Capriles, embora tenha insistido em suas denúncias sobre supostos planos de setores da extrema-direita dos Estados Unidos. "Esse candidato sabe que tem todas as garantias para fazer sua campanha em liberdade e que nós vamos evitar qualquer loucura contra ele. Garantimos isso, mas peço consciência e apoio de todo o povo da Venezuela porque essa gente faz cálculos macabros", indicou Maduro em um ato de organização de campanha. Maduro, candidato do governo para as eleições de 14 de abril, afirmou que Capriles será protegido pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), mas voltou a acusar os ex-embaixadores americanos Otto Reich e Roger Noriega de querer "fazer algo" ao candidato opositor para gerar um cenário de violência. "Afirmei isso com responsabilidade, disse ao presidente Barack Obama, dos EUA, que há fatores no Pentágono e na CIA, se fizesse uma investigação mínima verá que é assim, estou dizendo a verdade absoluta porque temos os depoimentos e a informação direta em primeira mão", insistiu Maduro. O fim de semana passado Maduro alertou publicamente a Obama desse suposto plano. O governo dos Estados Unidos rejeitou hoje "categoricamente" as afirmações de Maduro, através da porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, que definiu a acusação de "absurda" e desafiou Maduro a apresentar as "provas" que diz ter. Denúncias desse tipo já aconteceram antes na Venezuela. Em março de 2012, depois que Capriles ganhou as eleições internas da oposição para as eleições de outubro deste ano, o então presidente, Hugo Chávez, morto em 5 de março, disse publicamente que havia um plano para atentar contra o líder opositor. Capriles respondeu então chamando Chávez de "irresponsável" por fazer esse tipo de denúncia. O chefe da campanha de Capriles, Henry Falcon, denunciou na semana passada que funcionários do governo o informaram de que estava sendo tramada uma emboscada contra o candidato opositor perante o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) no dia em que o candidato opositor devia inscrever sua candidatura às eleições de 14 de abril. Por isso, disse Falcon, foi decidido que um delegado da oposição inscreveria Capriles. O opositor, Maduro e outros cinco candidatos se enfrentarão nas eleições presidenciais de 14 de abril, quando se decidirá quem encerra em 2019 o mandato iniciado em 10 de janeiro por Chávez. EFE jlp/tr

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