Maduro diz que nova nota está pronta, mas filas nos bancos continuam longas
Presidente anunciou a retirada de circulação de notas de 100 bolívares para combater contrabandos
Internacional|Do R7

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na quinta-feira (15) que as novas notas de dinheiro que prometeu estão prontas, mas elas ainda não deram o ar da graça nas ruas. Venezuelanos portando envelopes, mochilas e até malas continuam enfrentando longas filas para depositar suas notas de 100 bolívares antes de elas perderem valor.
Maduro surpreendeu o país assolado pela inflação no domingo (11), quando anunciou que está retirando de circulação a nota de 100 bolívares, a maior da nação, para combater as máfias colombianas que diz estarem armazenando bolívares para alimentar o contrabando e sabotar sua gestão esquerdista.
As novas notas deveriam começar a circular na Venezuela na quinta-feira (15). Mas, em uma reviravolta surreal, os terminais eletrônicos continuaram a emitir notas de 100 bolívares, frustrando os cidadãos que correram para gastar ou depositar essas notas – que só valem 4 centavos de dólar norte-americano no mercado negro, em um cenário de desvalorização cambial aguda.
Venezuela vai retirar de circulação nota de 100 bolívares
A crise sem fim: Venezuela enfrenta ano de inflação recorde e escassez de produtos
Maduro, ex-motorista de ônibus cuja popularidade despencou no mesmo ritmo da crise econômica, elogiou os venezuelanos por sua compreensão durante um discurso televisionado na noite de quinta-feira (15), e disse que as novas cédulas já estão sendo distribuídas e que estarão circulando plenamente em janeiro.
— Este é um grande esforço que estamos fazendo para lidar com muitos males e truques... estamos queimando as mãos da máfia.
Os economistas, porém, afirmam que a medida não faz sentido do ponto de vista econômico e não faz nada para tratar dos profundos desequilíbrios econômicos da nação e da impressão excessiva de dinheiro.
Venezuelanos que tentam escapar da crise econômica e da escassez de produtos que assola o país estão indo em grandes levas à remota cidade de Pacaraima, cidade do nordeste do Estado de Roraima
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