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Maduro diz que responderá caso EUA decidam impor sanções contra Venezuela

Presidente fez essa advertência em seu programa de rádio "Em Contato com Maduro"

Internacional|Do R7

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse, nesta terça-feira (6), que responderá "com firmeza" se os EUA decidirem aplicar sanções contra seu país e pediu ao chefe de Estado americano, Barack Obama, que aceite um embaixador venezuelano e fale de um "novo relacionamento" bilateral em paz.

"Qualquer coisa que seja feita no campo das sanções é algo negativo, mas se decidirem por elas eu responderei, e responderei com firmeza. Ninguém vai me intimidar. Se agredirem à Venezuela diplomaticamente e impuserem um bloqueio e sanções, teremos que responder obrigatoriamente", disse Maduro.


O presidente fez essa advertência em seu programa de rádio "Em Contato com Maduro", no qual afirmou que os primeiros prejudicados em uma eventual resposta de Caracas seriam os venezuelanos que vivem nos EUA, caso seja obrigado a tomar a decisão de fechar "todos os consulados" e a embaixada da Venezuela em Washington.

Maduro garantiu que existe um grupo de venezuelanos nos EUA que promovem essas sanções contra seu país. Por isso, pediu à procuradora-geral, Luisa Ortega, que inicie uma investigação sobre esse assunto e que sejam identificados esses "supostos venezuelanos" que clamam por "um bloqueio e sanções".


"Aquele venezuelano que vai até o exterior para instigar uma agressão contra a Venezuela, pelo menos na justiça, tem que ser processado e algum dia pagará por isso. A Venezuela tem o direito de se defender e nós vamos nos defender", reiterou o chefe de Estado.

Maduro disse que o presidente do parlamento venezuelano, o governista Diosdado Cabello, "está pronto para viajar a Washington amanhã mesmo para se reunir com um enviado especial designado pelo presidente Obama" como parte de uma comissão "do mais alto nível" para falar "sobre um novo modelo de relacionamento" bilateral.


Maduro acusou os representantes do governo de Obama, que "com uma arrogância de quem realmente desconhece o que é o mundo atual, desprezaram olimpicamente" sua "proposta de paz" que, disse, fez "humildemente" como presidente.

"Também designei um novo embaixador e, depois de algumas semanas, não quiseram dar uma coisa elementar, não quiseram dar o beneplácito ao embaixador Maximilian Arveláez", reclamou Maduro. "Deem o beneplácito ao embaixador. Ou vocês não querem relações de paz?", acrescentou.


As exigências de Maduro estão inseridas no contexto da onda de protestos antigovernamentais que vêm ocorrendo no país desde o início de fevereiro e que até hoje deixaram mais de 40 mortos e centenas de feridos.

Venezuela e Estados Unidos estão em um dos piores momentos de suas relações diplomáticas, sem embaixadores e com contínuos conflitos que tiveram como reflexo a expulsão por parte de Caracas de oito diplomatas americanos, acusados de ingerência, o que foi respondido de forma similar por Washington.

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