Maduro e Capriles abrem formalmente campanha de acordo com roteiro previsto
Internacional|Do R7
José Luis Paniagua. Caracas, 2 abr (EFE).- O candidato representante do movimento chavista, Nicolás Maduro, e o da oposição, Henrique Capriles, abriram nesta terça-feira a campanha eleitoral na Venezuela seguindo o roteiro previsto: o primeiro com um discurso focado em Hugo Chávez e o segundo pedindo votos e garantindo que os problemas do país têm solução. Com grandes atos começou a campanha para as eleições de 14 de abril, as primeiras em 14 anos sem Hugo Chávez e das quais sairá o presidente encarregado de terminar em 2019 o mandato iniciado pelo falecido presidente no dia 10 de janeiro. Maduro elegeu o estado de Barinas, onde nasceu Chávez, e Zulia, para fazer sua apresentação, enquanto Capriles levou sua mensagem aos seus seguidores em Maturín, no oriente da Venezuela. Na casa onde Chávez nasceu e rodeado dos irmãos do falecido presidente, Maduro começou uma campanha lançada já há algumas semanas, transformando mais uma vez o seu mentor no eixo fundamental de seu discurso. Mostrou em seus atos o vídeo no qual o presidente falecido o colocou como seu sucessor no dia 8 de dezembro; apareceu em um comício com María Gabriela, uma das filhas de Chávez, e não se cansou de repetir que seria presidente porque esse foi o mandato dado pelo comandante antes de morrer no dia 5 de março. "Eu vou ser presidente deste país porque ele (Chávez) assim o ordenou e porque nosso povo vai ratificar desta forma, pois o povo nunca falhou com o presidente Chávez", afirmou. Mas Maduro não deixou de surpreender e hoje, inclusive, garantiu que Chávez se manifestou para ele na forma de um "pequeno passarinho" e o abençoou. "O senti aqui como uma bênção, nos dizendo: 'hoje começa a batalha. Rumo à vitória. Vocês têm nossa bênçãos'. Eu o senti da minha alma", relatou Maduro ao lado dos irmãos do presidente. Em outro momento do dia afirmou que, após jurar o cargo como presidente, irá com os vice-presidentes e os ministros em um ônibus que ele mesmo conduziria por todo o país para promover o verdadeiro "governo na rua". O também presidente interino assegurou que lutará contra os aproveitadores para conseguir a meta da "eficiência e eficácia", impulsionará as missões sociais e combaterá a "corrupção e o burocratismo". Além disso, em uma região particularmente castigada pelos matadores de aluguel como é o estado de Zulia, garantiu que lutará contra a violência e atacará às máfias. Após vários dias de controvérsia, pois Capriles também tinha escolhido começar a campanha em Barinas, mas desistiu no fim de semana passado, o líder opositor começou com um grande ato em Maturín, no leste do país. Capriles ressaltou as desvantagens que deve enfrentar em sua campanha contra o candidato da situação, mas garantiu que vencerá. "Se fizermos o que temos que fazer, que é votar, o que vai acontecer está escrito", disse Capriles para milhares de seguidores depois de ter liderado uma grande caravana pela tarde na capital do estado petrolífero de Monagas. "Hoje inicia esta cruzada, são dez dias e nada mais. É preciso ver, meu irmão, o que significa fazer campanha em apenas dez dias. Nós não temos recursos, mas nós temos a esperança de um povo que quer ir em frente", disse. Em tom enérgico, Capriles assegurou que não conta com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nem com a Corte Suprema, nem com a Procuradoria, nem a Controladoria, nem com petrolífera estatal PDVSA. "Nós temos a força deste povo!", exclamou. Diante dos gritos de seus seguidores de "sim, é possível!", Capriles garantiu que a corrida eleitoral para as eleições do dia 14 é uma "luta pelo futuro" e pela reunificação do país. "Não é uma luta contra alguém, esta é uma luta a favor da nossa Venezuela, a favor de cada um de vocês", afirmou o candidato opositor. Capriles não deixou passar a oportunidade de investir mais uma vez contra seu adversário ao garantir que Maduro se esconde sob a figura do falecido presidente Hugo Chávez porque não tem "liderança, nem o que propor". EFE jlp/rpr (fotos)











