Maduro pede "equilíbrio" à "CNN" e acredita que canal retificará cobertura
Internacional|Do R7
Caracas, 21 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, insistiu nesta sexta-feira com suas críticas à emissora "CNN en Español", pediu "equilíbrio" e que o canal retifique sua cobertura para seguir presente na programação das operadoras de televisão a cabo do país. "Eu sei que o país me acompanha nesta investigação administrativa que abri, confio na retificação da 'CNN'", disse em entrevista coletiva. Maduro acusou a "CNN" na última quarta-feira de "propaganda de guerra" contra seu país e disse que começou o procedimento administrativo para expulsar o canal do país se este não se retratar. Nesta sexta-feira, insistiu com seus questionamentos ao afirmar que "toda a programação" do canal americano o fez lembrar-se da televisão venezuelana durante o fracassado golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez em 2002. Ao mesmo tempo, afirmou que o canal sempre operou com liberdade no país e que poderia continuar assim, "mas com equilíbrio" e respeitando as leis venezuelanas. "Aquele que não respeitar as leis da Venezuela e nosso direito à paz não poderá estar na grade das operadoras de TV a cabo", declarou. Para o líder venezuelano, a "CNN" está convocando o país para uma "guerra civil e estão mentindo ao mundo sobre o que está acontecendo na Venezuela". Maduro pediu desculpas a outra equipe da "CNN", a Internacional, que denunciou que foram vítimas de um assalto em Caracas e garantiu que o caso será investigado para descobrir os culpados. Suas declarações foram divulgadas ao final de um dia em que a rede "CNN" informou que o governo da Venezuela comunicou ontem a sua correspondente em Caracas, Osmary Hernández, que sua licença de trabalho "como correspondente credenciada" havia sido revogada, uma medida que também afeta a apresentadora Patricia Janiot. A "CNN" disse não ter recebido notificação oficial do órgão regulador venezuelano sobre o procedimento contra a emissora e garantiu que, desde que começaram os protestos populares, "reportou os dois lados da tensa situação que vive a Venezuela, mesmo com acesso muito limitado aos funcionários do governo". O canal americano não é a primeira rede de televisão a sofrer pressões de Maduro. No dia 12 de fevereiro, o governo venezuelano retirou da grade da TV a cabo do país o canal informativo colombiano NTN24, e o acusou de criar "agitação" com sua cobertura dos protestos no país. A Venezuela vive há vários dias manifestações em todo país, que desembocaram em alguns lugares em confrontos entre forças de segurança e grupos violentos que protestam contra as políticas do governo, com um saldo de oito mortos, dezenas de feridos e detidos. EFE ig/rpr











