Maduro viaja à China após dizer que EUA negaram passagem de avião por P. Rico
Internacional|Do R7
Caracas, 20 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, partiu em direção à China para se reunir com seu colega Xi Jinping, em meio a uma polêmica pela suposta recusa dos EUA de abrir o espaço aéreo de Porto Rico para passagem de seu avião na rota ao país asiático, disse o líder em sua conta no Twitter. "Rumo à China, são tempos de colheita em nossa relação de pátrias irmãs", indicou o governante em sua conta @nicolasmaduro. O canal estatal "Venezolana de Televisión" indicou, por sua vez, que Maduro já partiu para China, apesar de não dizer oficialmente a hora e a rota da viagem ao gigante asiático. O líder se referiu a esta viagem à China, a primeira desde que chegou à Presidência, como uma oportunidade para aprofundar a relação estratégica entre ambos os países, que se transformaram em importantes parceiros políticos e comerciais durante os 14 anos de Governo do falecido presidente Hugo Chávez. Sua agenda contempla reuniões com Xi Jinping e com outras altas autoridades do gigante asiático para fazer seguimento às distintas áreas de cooperação bilateral. Os Governos da China e Venezuela buscam renovar os laços contraídos durante a Presidência de Chávez, na qual o petroleiro país latino-americano estabeleceu um forte vínculo comercial com o asiático e diversificou sua economia para reduzir a dependência dos EUA Entre outras coisas, a Venezuela vende mais de 600 mil barris diários de petróleo à China, aproximadamente um quarto de suas exportações totais de petróleo. A viagem de Maduro foi precedidá por uma denúncia na quinta-feira de que os Estados Unidos lhe negaram permissão para sobrevoar o espaço aéreo de Porto Rico em sua viagem à China. O chanceler venezuelano, Elías Jaua, afirmou que a viagem seria feita China "por qualquer rota", pois "não há império que possa deter a vontade do Governo bolivariano e chavista de seguir fortalecendo um mundo pluripolar". Até o momento, não se conhece uma reação oficial dos Estados Unidos às acusações da Venezuela. EFE ig/ff










