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Mãe de massacre escolar fala no programa semanal de Obama

Internacional|Do R7

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O presidente Barack Obama cedeu o espaço de seu programa de rádio e internet semanal à mãe de um escolar morto no massacre registrado na escola de Newtown, em meio ao debate que domina o país sobre sua proposta de controle de armas.

A excepcional iniciativa permitiu a Francine Wheeler - cujo filho Ben foi uma das 20 crianças mortas em Newtown, em 14 de dezembro - intensificar a pressão sobre os legisladores antes do início dos debates no Congresso sobre o controle de armas.


Wheeler falou que a dor das famílias ainda é grande, quatro meses depois que Adam Lanza atacou os alunos e professores da escola primária Sandy Hook em Newtown, Connecticut (nordeste), matando a 26 crianças e professores.

"Para nós é como se houvesse acontecido ontem e, em quatro meses que perdemos nossos entes queridos, outros milhares de americanos morreram por disparos de armas de fogo" afirmou.


"Temos que convencer o Senado de que deve aprovar as reformas de sentido comum, que tornem mais seguras nossas comunidades e previnam mais tragédias, como a que jamais achamos que ia nos acontecer", acrescentou.

Na quinta-feira, o Senado dos Estados Unidos votou pelo início do debate da ambiciosa legislação sobre armas de fogo, depois que um grupo bipartidário de legisladores chegou a um acordo sobre a revisão dos antecedentes para a venda comercial de armas.


O debate se prolongará até a próxima semana, com votações cruciais sobre as reformas da lei, que também pretendem aumentar as penas pelo tráfico de armas e intensificar a segurança nas escolas.

Democratas e republicanos anunciaram na quarta-feira a conclusão de um acordo sobre a extensão das verificações de antecedentes criminais e psiquiátricos para a compra de armas em feiras e na internet, uma medida promovida pelo presidente Obama.


O novo texto torna obrigatórias as verificações dos antecedentes criminais e psiquiátricos com base em um arquivo do FBI para a venda de armas na internet e em feiras especializadas, dois circuitos preferenciais para a compra de armas nos Estados Unidos (40% das vendas atuais).

Atualmente, as verificações não são obrigatórias em nível nacional para lojas especializadas, exceto em alguns estados que modificaram suas próprias legislações.

A generalização dessas verificações é consenso na sociedade americana, mas muitos republicanos conservadores ameaçam obstrui-la em nome da Segunda Emenda da Constituição, que garante a todo cidadão o direito de possuir uma arma para se defender.

De acordo com eles e o lobby das armas (Associação Nacional do Rifle, NRA), o projeto enfraqueceria este direito constitucional ao reforçar a regulação do mercado.

Sem surpresa, a NRA imediatamente rejeitou a proposta, chamando-a de ineficaz por antecedência.

A proibição de armas de assalto, mesmo entre os democratas, não tem chance de ser adotada. Mas duas outras medidas, contra o tráfico de armas e para o fortalecimento da segurança nas escolas, são mais consensuais.

Barack Obama dedicou a essa causa várias viagens nas últimas semanas e fez desta reforma uma prioridade este ano.

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