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Mais da metade dos refugiados no mundo em 2015 são crianças, diz ONU

Relatório mostra que número de deslocados aumentou em 10% e superou pela 1ª vez 60 milhões

Internacional|Do R7

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Número de crianças alcança marca jamais atingida antes
Número de crianças alcança marca jamais atingida antes Reuters

Na última década, a cada ano o deslocamento forçado global tem batido recordes históricos. Em 2015, isso novamente aconteceu, já que o alarmente número de 65 millhões de pessoas foi obrigado a se deslocar por causa de guerras e conflitos. Significa um aumento de 10% em relação ao ano anterior, quando o número era de 59,5 milhões de pessoas, segundo o relatório anual Tendências Globais lançado nesta segunda (20), pela Acnur (Agência da ONU para Refugiados).

O estudo é divulgado anualmente no dia 20 de junho, data criada pela Acnur para lembrar o Dia do Refugiado. A entidade toma por base dados governamentais, de agêncas parceiras e de sua própria equipe. O aumento crescente de deslocados, entre os quais se encontram, com base em 2015, 21,3 milhões de refugiados (1,8 milhão a mais do que em 2014), superou pela primeira vez o número de 60 milhões de pessoas.


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Outro dado preocupante é o de que, do total de refugiados, 51% é formado por crianças. Boa parte delas, com um total de 98,4 mil solicitações de refúgio, está viajando sozinha, tendo sido separada dos pais. O número de crianças é mais uma marca antes jamais atingida pelo estudo, que mostra como o deslocamento forçado impacta de maneira cruel e desporporcional nos segmentos mais vulneráveis, em que se encontram as crianças.


Barreiras de países também são empecilho para refugiados
Barreiras de países também são empecilho para refugiados Acnur

Em 10 anos, o número de deslocados quadruplicou. Em 2005, se deslocava uma média de 6 pessoas por minuto. Em 2015 a média era de 24 pessoas por minuto. Uma em cada 113 pessoas no mundo (cuja população é de 7,349 bilhões de pessoas) se deslocou forçadamente.

Segundo o Alto Comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, além do aumento do número das pessoas, os perigos pelos quais elas passam também se intensificaram.


— Mais pessoas estão sendo deslocadas por guerras e perseguições, e isso já é preocupante. Mas os fatores de risco para os refugiados estão se multiplicando também. No mar, um número assustador de refugiados e migrantes estão morrendo a cada ano. Em terra, as pessoas que fogem de guerras estão encontrando seu caminho bloqueado por fronteiras fechadas.

Países de média ou baixa renda


Para Grandi, as barreiras criadas por países para contar a imigração também são um empecilho para atenuar o problema e conscientizar a sociedade da urgência humanitária que caracteriza essa situação.

— Em alguns países, a política tem se voltado contra o refúgio. A vontade das nações de trabalhar em conjunto para o interesse humano coletivo, e não apenas para os refugiados, é o que está sendo testada hoje. Esse espírito de união que tanto necessita prevalecer.

Ao todo, 86% dos refugiados vinculados aos trabalhos da Acnur estavam em países próximos às áreas de conflito, em países de renda média ou baixa. Mesmo com a propalada crise de refugiados que assola o Mediterrâneo europeu, maioria dos refugiados se encontra no Hemisfério Sul, segundo a Acnur.

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Com 4,9 milhões de pessoas deslocadas para outras nações, a Síria é o país que origina o maior número de refugiados. Em seguida vêm Afeganistão, com 2,7 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo e Somália, com 1,1 milhão. Os três países totalizam mais da metade dos refugiados sob o mandato do Acnur.

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Já em relação aos deslocados internos, a Colômbia concentra o maior número deles, com 6,9 milhões. Em seguida estão Síria, com 6,6 milhões de deslocados e Iraque, com 4,4 milhões. Os países com maior número de deslocados internos são Colômbia (6,9 milhões), Síria (6,6 milhões) e Iraque (4,4 milhões). Em relação à proporção de sua população, o Iêmen lidera o número de deslocados internos, com 2,5 milhões de pessoas, ou 9% de sua população.

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