Mais de 1.000 mortos em 2 semanas de combates entre rebeldes e jihadista na Síria
Hamas pede à comunidade internacional proteção aos palestinos no país
Internacional|Do R7
Mais de mil pessoas, em sua maioria combatentes, morreram na Síria em duas semanas de combates entre rebeldes e jihadistas, aliados no passado em sua luta contra o regime de Bashar Al Assad, afirmou nesta quinta-feira (16) o OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos).
Entre os 1.069 mortos, há 608 rebeldes, 312 membros do EIIL (Estado Islâmico no Iraque e o Levante), um grupo vinculado à Al-Qaeda, e 130 civis, indicou esta ONG com sede no Reino Unido e que se apoia em uma ampla rede de militantes e de fontes médicas por todo o país.
As outras 19 vítimas não foram identificadas.
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Entre os 130 civis mortos, 21 foram executados em um hospital infantil de Aleppo que os jihadistas usavam como base. Os outros civis morreram em trocas de tiros ou em atentados cometidos pelo EIIL.
Em relação aos rebeldes, 99 foram executados pelo EIIL. Por sua parte, eles executaram 56 membros do EIIL.
Nesta quinta, os combates entre rebeldes e membros do EIIL causaram estragos na localidade de Saraqeb, província de Idleb (noroeste), segundo a ONG, que indicou ainda que os rebeldes mataram um chefe jihadista na véspera, na mesma localidade.
A cidade, última posição do EIIL em Idleb, se viu atingida pelos combates desde terça.
Hamas pede à comunidade internacional proteção aos palestinos na Síria
O movimento islamita palestino Hamas pediu nesta quinta-feira à Síria e à comunidade internacional que protejam os palestinos do campo de refugiados de Yarmouk, onde 50 pessoas morreram nos últimos meses como consequências da guerra civil no país árabe.
O porta-voz do grupo, Fawzi Barhum, exigiu em declarações à Agencia Efe a criação de "uma rota pela qual se possa fornecer comida e remédios imediatamente para a população".
Nos últimos meses, 50 pessoas morreram pela escassez de alimentos e remédios neste campo de refugiados palestinos ao sul de Damasco, local onde estão ocorrendo choques entre as forças do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e rebeldes.
O campo está cercado há sete meses pelo exército sírio, que além disso impede a entrada de ajuda humanitária.













