Mais de 20 mil pessoas confirmam presença em protesto contra a morte do promotor Alberto Nisman
Nisman havia acusado Cristina Kirchner de acobertar suspeitos de atentado em 1994
Internacional|Do R7

Mais de 20 mil pessoas confirmaram presença em uma manifestação, organizada por meio do Facebook, que será realizada na capital da Argentina, Buenos Aires, às 20h (horário local, 21h de Brasília) desta segunda-feira (19), em protesto contra a morte do promotor Alberto Nisman.
Nisman havia acusado na semana passada a presidente Cristina Kirchner de querer por um fim à investigação do atentado em 1994 que matou 85 pessoas em um centro judaico em Buenos Aires.
As indicações, até o momento, são de que ele teria cometido suicídio, porém, muitos opositores veem com desconfiança o fato de a morte ter ocorrido no dia em que Nisman era esperado na Câmara dos Deputados para esclarecer as denúncias feitas na quarta-feira passada (14).
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Ele alegava que a presidente da Argentina, o ministro das Relações Exteriores, Hector Timerman, e outras duas pessoas teriam arquitetado um plano para acobertar possíveis pistas contra iranianos acusados pelo ataque a bomba contra a Amia (Associação Mutual Israelense Argentina), no dia 18 de julho de 1994, que deixou 85 pessoas mortas e cerca de 300 feridas.
O relatório preliminar da autópsia de Alberto Nisman concluiu que o promotor argentino morreu em consequência de um tiro na cabeça. A promotora Viviana Fein, que investiga a morte de Nisman, recebeu um relatório preliminar que assinala que o corpo tinha um orifício de bala com entrada no parietal direito e perda de massa encefálica.
A bala entrou 2 cm acima da orelha pelo osso parietal direito da cabeça. Os peritos confirmaram que a bala que matou o promotor argentino foi disparada pela pistola de calibre 22 encontrada ao seu lado em sua casa, em Buenos Aires.
A Justiça espera que o Renar (Registro Nacional de Armas) esclareça se a pistola achada pelos investigadores é uma das duas armas registradas no nome do promotor.














