Mali tenta readquirir normalidade democrática há mais de um ano
Internacional|Do R7
Bamaco, 24 jul (EFE).- As eleições presidenciais do Mali, que acontecerão no próximo domingo, são a principal tentativa do país africano de recuperar sua normalidade democrática, rompida há mais de um ano, o que causou uma série de conflitos que ameaçaram toda a região do Sahel. Relação dos eventos mais destacados desde janeiro de 2012: 17 de janeiro.- O grupo tuaregue Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), que reivindica a independência do norte do Mali, ataca a cidade de Menaka, próxima à fronteira com a Nigéria. 1 de fevereiro.- O conflito se estende até Bamaco, capital do Mali, quando moradores de Kati, a 15 quilômetros da capital, atacam posições tuaregue, em resposta ao levantamento armado anterior. 22 de março.- Com um golpe de estado, um grupo de militares depõe o presidente do Mali, Amadou Tumani Touré, e instaura uma junta militar. Os militares acusam Touré de ser incapaz de fornecer ao exército meios para neutralizar os rebeldes do norte. 23 de março.- A União Africana suspende Mali da organização após o golpe. 30 de março.- O MNLA fica com o controle dos dois quartéis militares que o exército mantinha na cidade de Kidal. 1º de abril.- O MNLA se apodera de Timbuktu. 6 de abril.- O MNLA proclama a independência do denominado "estado de Azawad", um território de 850 mil quilômetros quadrados ao norte do Mali. 12 de abril.- O presidente do parlamento, Dioncounda Traoré, se torna presidente interino do Mali. 21 de maio.- Manifestantes da Coordenação de Organizações Patrióticas do Mali (COPAM), que apoiaram o golpe, tentam tomar o palácio presidencial de Bamaco em protesto pelo prolongamento do mandato de Dioncounda Traoré, que acaba ferido na invasão. 26 de maio.- O MNLA e a organização salafista Ansar al Din se unem e proclamam o estado islâmico de Azawad. 26 e 27 de junho.- Explodem os primeiros conflitos armados: de um lado, combatentes do MNLA e, de outro, a Ansar al Din e o movimento Monoteísmo e Jihad na África Ocidental (MJAO), que também se uniram, se enfrentam e causam entre 25 e 50 mortos em Gao. Os rebeldes tuaregue não compartilham com os salafistas sua visão radical do islã e estes, por sua parte, se mostram contrários à independência de Azawad. 28 de junho.- Combatentes da Ansar al Din e o MJAO expulsam o MNLA de Gao. 12 de julho.- A Ansar al Din garante ter expulsado o MNLA de Kidal e Timbuktu e mostra sua determinação em aplicar a sharia (lei islâmica) na região. 12 de outubro.- O Conselho de Segurança da ONU aprova uma resolução que pede uma intervenção militar no Mali. 25 de outubro.- A União Africana readmite Mali e apoia uma intervenção militar para libertar o norte. 20 de dezembro.- O Conselho de Segurança da ONU autoriza o envio de uma missão militar conjunta africana. 2013 10 de janeiro.- Combatentes da Ansar al Din garantem ter conseguido o controle de Kona, no centro-leste do país, após vários dias de enfrentamentos com o exército. 11 de janeiro.- A França inicia uma intervenção militar conhecida como Operação Serval com o objetivo de expulsar os grupos radicais islâmicos do norte do país. 28 de janeiro.- O MNLA garante ter expulsado de Kidal e de outras localidades da província os combatentes salafistas da Ansar al Din. 28 de janeiro.- As tropas franco-malinesas ocupam Timbuktu, abandonada pelos islamitas. 30 de janeiro.- As tropas francesas tomam o controle do aeroporto de Kidal, a última cidade do norte que ainda não havia sido recuperada pelas tropas franco-malinesas, e começam a tentar um diálogo com o MNLA. 11 de fevereiro.- A França considera que "o essencial do território do Mali foi libertado". 6 de março.- O governo cria uma comissão com o objetivo de identificar as distintas forças políticas e os grupos armados que possam dar início à um processo de diálogo e reconciliação nacional. 31 de março.- Dioncounda Traoré coloca o ex-ministro da Defesa, Mohamed Salia Sokona, à frente da comissão de diálogo nacional e de reconciliação. 22 de abril.- O parlamento francês aprova prolongar a intervenção militar da França. 27 de maio.- O governo confirma a data para as eleições presidenciais: 28 de julho. 18 de junho.- Governo e rebeldes assinam um acordo de cessar-fogo que inclui o retorno da administração e do exército à Kidal antes das eleições assim como a realização, após o pleito, de diálogos de paz com os tuaregue. 25 de junho.- O Conselho de Segurança da ONU autoriza o desdobramento da Missão das Nações Unidas para a Estabilização de Mali. EFE msp-doc/ld











