Manifestações de apoio a professores em greve terminam em confronto
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 7 out (EFE).- As manifestações de apoio aos professores do setor público que estão em greve desde o mês passado no estado do Rio de Janeiro terminaram em confronto entre a polícia e grupos de manifestantes tanto na capital carioca como em São Paulo. Os enfrentamentos no Rio ocorreram pouco depois que dezenas de milhares de pessoas participaram da marcha de apoio às reivindicações dos professores que percorreu a avenida Rio Branco para protestar contra o plano de cargos e reajustes salariais proposto pela Prefeitura e aprovado na semana passada pela Câmara dos Vereadores. Após pouco mais de duas horas de manifestação pacífica dos professores e simpatizantes, que foram saudados na Rio Branco por uma chuva de papel picado jogado de diferentes edifícios de escritórios, pequenos grupos de encapuzados atacaram a polícia que cercava a Câmara com pedras e alguns coquetéis molotov. Os encapuzados quebraram vidraças de algumas agências bancárias e tentaram invadir a sede do Palácio Pedro Ernersto, sede da Câmara Municipal. Alguns dos manifestantes picharam as paredes externas do prédio para exigir a renúncia do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e ateou fogo em lixeiras ao redor do palácio. Além disso, outro grupo incendiou um ônibus que passava pelo centro para montar uma barricada. Os professores que lideravam a manifestação optaram por colocar fim à manifestação e deixar a Cinelândia por não estarem de acordo com os atos violentos. A polícia terminou dispersando os manifestantes que permaneciam no local com o uso de gás lacrimogêneo. Em São Paulo, outro protesto, também de apoio dos professores em greve no Rio de Janeiro, acabou em enfrentamento entre policiais e um grupo de manifestantes na praça da República, situada no centro da cidade, o que obrigou muitos comerciantes a fecharem suas lojas. Os manifestantes violentos, alguns deles mascarados, quebraram os vidros de diferentes filiais bancárias e provocaram danos no mobiliário urbano. A polícia de São Paulo também dispersou os manifestantes depois que um grupo minoritário disparou artefatos pirotécnicos contra os policiais. EFE cm/rsd (foto)(vídeo)











