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Manifestante islamita morre no primeiro dia da "semana da ira"

Internacional|Do R7

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Cairo, 27 dez (EFE).- Um membro da Irmandade Muçulmana morreu nos distúrbios ocorridos nesta sexta-feira na cidade egípcia de Menia, no primeiro dia da chamada "semana da ira", informou à Agência Efe o diretor do departamento de emergências do Ministério da Saúde, Khaled al-Khatib. A Irmandade Muçulmana confirmou a morte de um de seus militantes e informou sobre o falecimento de outro membro do grupo na cidade de Damieta al Gadida, o que ainda não foi confirmado oficialmente. As manifestações deixaram ainda três feridos na cidade de Al Fayum, ao sul do Cairo, e 147 detidos em todo o país. Apesar do governo egípcio ter classificado há dois dias a Irmandade Irmandade Muçulmana como um "grupo terrorista", as manifestações de hoje, que ocorreram nas principais cidades do país, foram grandes e se caracterizaram pela forte repressão policial, segundo o porta-voz do grupo, Mustafa al-Khatib. Além disso, tiveram como elemento comum cartazes com o símbolo islamita com uma mão e quatro dedos levantados e a frase "terrorismo é o golpe de Estado", em referência à deposição do ex-presidente islamita Mohammed Mursi pelo exército em 3 de julho. As forças de segurança tentaram impedir que os manifestantes saíssem das mesquitas após a oração muçulmana do meio-dia, sem sucesso na maioria das ocasiões, segundo o porta-voz da Irmandade. No Cairo, as manifestações mais destacadas ocorreram nos bairros de Maadi, Imbaba e Al Haram, onde a polícia lançou gás lacrimogêneo e disparou balas de chumbo contra os manifestantes, segundo Mustafa al-Khatib. Nos protestos, principalmente na capital, Alexandria, Suez, Al Fayum, Menia e Demiata, um número indeterminado de pessoas ficaram feridas e várias viaturas da polícias foram queimadas, segundo a agência oficial de notícias "Mena". A coalizão egípcia para a defesa da legitimidade, que inclui a Irmandade Muçulmana e outros grupos afins, convocou hoje uma semana de protestos, que batizou como "semana da ira", contra o exército e o governo. EFE ms-em/dk

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