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Manifestantes pró-Rússia atacam sede do Ministério do Interior em Gorlovka

Internacional|Do R7

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(Atualiza com mais dados sobre ação). Donetsk (Ucrânia), 14 abr (EFE).- Ativistas pró-Rússia atacaram nesta segunda-feira a sede do Ministério do Interior em Gorlovka, cidade da região de Donetsk onde os manifestantes mantêm uma queda de braço com o governo central da Ucrânia. Segundo a imprensa local, foram ouvidos tiros no edifício, aparentemente disparados pelos policiais que se encontram em seu interior e que reagiram à entrada dos ativistas. Uma pessoa teria ficado ferida. Os policiais, que deixaram o edifício através do corredor humano formado pelos manifestantes, já juraram lealdade ao novo chefe da polícia local, Aleksandr Shulzhenko, designado pelos sublevados. Entre outras coisas, os manifestantes exigem que o chefe da polícia local abandone o cargo e não obedeça mais seus superiores na capital. O antigo chefe, André Krischenko, negou-se a entregar sua arma e foi levado em um automóvel pelos manifestantes, informou a agência "UNIAN". Aparentemente, Krischenko era um dos poucos chefes de polícia da região que tinha se recudado a acatar as ordens da autoproclamada "república popular de Donetsk". A ação contou com a participação de mais de cem pessoas, que gritavam palavras de ordem como "Rússia" e a "polícia com o povo". A cidade de Gorlovka fica a cerca de 40 quilômetros da capital regional. Antes, os manifestantes pró-Rússia retiraram a bandeira ucraniana e a substituíram pela russa ao grito de "a polícia com o povo". O prazo do ultimato dado no domingo aos manifestantes pelo presidente interino da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, para que deponham as armas e abandonem os edifícios públicos que mantêm ocupados venceu hoje. Turchinov, que anunciou ontem à noite que empregará o exército para restaurar a ordem, assinou um decreto que garante que não se perseguirá judicialmente quem acatar o ultimato, caso não tenham ferido ou matado outros cidadãos. A Rússia reagiu e disse que o governo da Ucrânia era "criminoso" por ameaçar utilizar o exército contra "manifestações pacíficas". EFE aep-io/dk

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