Manifestantes tentam quebrar cercas do palácio presidencial egípcio
Internacional|Do R7
Cairo, 25 jan (EFE).- Um grupo de manifestantes da oposição no Egito tentou quebrar as cercas que protegem a entrada principal do Palácio Presidencial de Itihadiya, no Cairo, informa a imprensa do país. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para evitar que os manifestantes entrassem no palácio, informou a rede de televisão estatal. Os manifestações convocadas pela oposição em frente ao Palácio Presidencial e à praça Tahrir lembram o segundo aniversário do início da revolução que derrubou o ex-ditador Hosni Mubarak, mas estão carregadas de reivindicações e críticas contra o atual presidente islamita do país, Mohammed Mursi, e seu governo. Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, até as 16h30 locais (12h30 de Brasília), pelo menos 61 pessoas ficaram feridas e tiveram que ser internadas em hospitais das províncias egípcias, e não foram relatadas mortes. O Ministério enviou 42 ambulâncias à praça Tahrir e seus arredores, enquanto continuam os confrontos entre os manifestantes e a polícia nas ruas próximas. Os distúrbios têm especial intensidade na rua Sheikh Rihan, onde mal se pode respirar devido ao gás lacrimogêneo. O cenário é marcado pela presença de vários jovens com os rostos tapados por máscaras e capuzes. A Irmandade Muçulmana (grupo ao qual Mursi pertencia até assumir a presidência) informou que os escritórios de seu site no centro do Cairo foram atacados, e computadores e materiais de informática, jogados pelas janelas. Enquanto isso, na cidade de Ismailiya, no leste do país, um grupo atacou a sede do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade nessa cidade, com pedras e coquetéis molotov, o que causou um incêndio no local. As forças de segurança dispersaram os manifestantes e evitaram que o fogo se estendesse a imóveis vizinhos, segundo a agência oficial "Mena". Nessa mesma cidade, um grupo de jovens bloqueou uma ferrovia, assim como outras 500 pessoas fizeram na estação de Shebin al Kom, na província de Menufiya, no delta do rio Nilo. As manifestações de hoje retomaram as palavras de ordem tradicionais da revolução de 2011, na qual foi derrubado Hosni Mubarak, como "liberdade e justiça social", e se transformaram em um ato em massa de protesto contra as supostas intenções hegemônicas da Irmandade Muçulmana. EFE er-ms/id












