Máximo clérigo xiita e ONU pedem diálogo para resolver crise no Iraque
Internacional|Do R7
Bagdá, 13 jan (EFE).- O máximo clérigo xiita do Iraque, aiatolá Ali al Sistani, e o representante da ONU no país, Martin Kobler, perdiram, neste domingo, um diálogo para achar uma saída à crise no Iraque, palco de protestos da comunidade sunita. Após uma reunião na cidade de Al Najaf, 160 quilômetros de Bagdá, Kobler afirmou que Sistani considera que todas as partes têm que dialogar e se afastar dos discursos sectários. Kobler disse em entrevista coletiva que a ONU se identifica com a chamada do clérigo xiita, que tem o objetivo de evitar as divergências confessionais no Iraque. Para Kobler, as exigências dos manifestantes são legítimas e devem ser cumpridas, por isso que pediu ao Governo iraquiano "autocontrole e flexibilidade para preservar a paz". Neste sentido, solicitou às autoridades que ofereçam um ambiente adequado para os protestos, e aos manifestantes que se expressem de forma pacífica. Kobler se reuniu nos últimos dias com responsáveis iraquianos para expressar a preocupação da ONU pelos recentes eventos no Iraque, que o órgão segue de perto. As províncias de maioria sunita no Iraque são cenários, há semanas, de grandes manifestações nas quais participam xeques religiosos e tribais, para pedir a libertação dos detidos sem acusações e a derrogação da lei antiterrorista, que consideram dirigida contra os sunitas, majoritários no país. Os protestos explodiram na província de Al-Anbar e se estenderam a outras regiões após a detenção em 20 de dezembro de vários guarda-costas do ministro das Finanças, Rafea al Isaui, integrante do bloco Al Iraqiya, de tendência laica e integrada por líderes sunitas e xiitas. Em resposta, centenas de partidários do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, se manifestaram ontem, sábado, em seu apoio na cêntrica praça Al Tahrir, em Bagdá, e pediram que não se responda às exigências dos sunitas. EFE sy-mf-mv/ff











