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Médicos e policiais entram em confronto em Buenos Aires

Pelo menos 50 pessoas ficaram feridas e oito foram detidas

Internacional|, com R7

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Ao menos 12 policiais metropolitanos ficaram feridos, de acordo com o prefeito portenho, Mauricio Macri
Ao menos 12 policiais metropolitanos ficaram feridos, de acordo com o prefeito portenho, Mauricio Macri DAMIAN DOPACIO/AFP

Pelo menos 50 feridos e oito detidos, entre eles médicos, enfermeiros e jornalistas, foi o saldo de um violento confronto entre médicos e polícia metropolitana de Buenos Aires na sexta-feira (26) na capital argentina, informou uma fonte sindical à AFP. A polícia tentava desalojar uma clínica de reabilitação no maior hospital neuropsiquiátrico de Buenos Aires quando houve o enfrentamento.

Imagens de canais de TV locais mostraram médicos e enfermeiros ensanguentados após serem alvejados com balas de borracha e gás lacrimogêneo, reportou a BBC.


Pelo menos 12 policiais metropolitanos ficaram feridos, de acordo com o prefeito portenho, Mauricio Macri, em uma entrevista coletiva, na qual justificou o uso das forças da ordem. A polícia "se defendeu de um grupo violento que agrediu mais de uma vez", explicou Macri. Segundo ele, os manifestantes atiraram pedras nos policiais.

"Há pelo menos 50 feridos, e oito trabalhadores foram detidos e depois liberados, pela feroz repressão policial no [hospital neuropsiquiátrico José] Borda", disse Pablo Spataro, dirigente da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), que reúne os funcionários nesse hospital, administrado pela prefeitura.


A confusão começou nos jardins e nos prédios próximos ao hospital, em um setor onde funcionam oficinas de reabilitação. O governo portenho pretende derrubar essas instalações para construir um centro comunitário e transferir os gabinetes da prefeitura para a área, no sul da cidade.

Os trabalhadores do local, entre eles médicos e enfermeiras, tentaram impedir que a empresa encarregada da construção do centro cívico demolisse o local.


Entre os feridos, "nenhum em estado grave, um recebeu uma pancada na cabeça e teve de levar dez pontos; há vários com traumatismos e hematomas produzidos por balas de borracha, enquanto outros sofreram reações alérgicas pelo uso de gás pimenta", acrescentou Spataro.

Cerca de 300 policiais do Batalhão de Choque, protegidos com escudos e capacetes, dispararam balas de borracha contra os manifestantes e os jornalistas que cobriam a manifestação.


Um jornalista do jornal Clarín, o de maior circulação nacional, foi ferido com uma bala de borracha no rosto. Segundo imagens registradas por outro fotógrafo, ele foi levado algemado pela polícia.

Também ficaram feridos à bala o cenografista do canal C5N, que teve de ser operado, e jornalistas de outros veículos, informou a Associação de Entidades Jornalísticas da Argentina (Adepa), que reúne os principais jornais. A Adepa repudiou o episódio.

Cerca de 800 pacientes estão internados no hospital José Borda, segundo as autoridades sanitárias do município.

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