Membros permanentes do Conselho de Segurança discutem crise síria
Internacional|Do R7
Nações Unidas, 11 set (EFE).- Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúnem nesta quarta-feira a portas fechadas para abordar a crise na Síria, confirmaram a Efe fontes diplomáticas. A reunião dos representantes de Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido deve contar com uma proposta francesa de resolução que abranja a proposta russa de obrigar a Síria a entregar ao controle internacional seu arsenal químico. Paris, com o apoio de Washington e Londres, proporá no texto sanções militares ao regime do presidente Bashar al Assad se não for cumprida sua parte do acordo. O encontro acontece na véspera da reunião entre os responsáveis das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e dos EUA, John Kerry, em Genebra para tentar avançar por essa via. A Rússia divulgou já ter entregado aos Estados Unidos o plano para pôr em prática o controle internacional dos arsenais de armas químicas da Síria. Lavrov disse ontem que trabalha com a Síria em um "plano concreto, claro e eficaz" para entregar ao controle internacional o arsenal químico sírio. A reunião dos membros permanentes do Conselho de Segurança acontece um dia depois do cancelamento de última hora da rodada de consultas aos quinze membros do órgão e que havia sido convocada pela Rússia. O governo francês disse hoje que mantém abertas "todas as vias" no Conselho de Segurança para "permitir o controle efetivo e verificável" do arsenal químico sírio. O regime de Damasco aceitou a proposta e está disposto a assinar a Convenção Internacional para a Proibição de Armas Químicas e permitir a destruição de seu arsenal. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem ao Congresso que atrase a votação sobre um possível ataque militar na Síria enquanto é tentada essa solução diplomática baseada no plano russo. Obama decidiu dar uma última oportunidade à diplomacia para resolver a crise síria, embora em mensagem à nação ontem à noite tenha mantido na mesa a opção de intervenção militar no país árabe. EFE elr/cd











