Memorial em universidade lembrará alunos que morreram em incêndio
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 4 fev (EFE).- A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) construirá um memorial para lembrar os 115 alunos da instituição que morreram no incêndio da boate Kiss, informou nesta segunda-feira a reitoria do centro acadêmico. A tragédia, que ocorreu no dia 27 de janeiro, terminou com 237 mortos. A construção do memorial foi anunciada pelo reitor da UFSM, Felipe Martins Muller, após uma cerimônia religiosa realizada no campus universitário em homenagem às vítimas do incêndio. A cerimônia ecumênica, que contou com a presença de cerca de mil pessoas, marcou o retorno dos alunos às salas de aula após a semana em que a universidade esteve fechada em luto pela tragédia. No ato, foram acesas 237 velas e uma mensagem do papa Bento XVI foi lida para os presentes. Após a cerimônia, que teve a participação de líderes de várias religiões, os estudantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos seus colegas. "Estamos todos tristes e necessitando de carinho e ajuda", afirmou o reitor em seu pronunciamento. A maioria das vítimas do incêndio estudava na UFSM pois alunos de diferentes cursos da universidade organizaram uma festa de integração na casa noturna. Martins Muller anunciou que a universidade oferecerá apoio de psicólogos, psiquiatras e enfermeiros aos companheiros das vítimas da tragédia que necessitem ajuda para reiniciar o mais rápido possível suas atividades acadêmicas. Os profissionais trabalharão em uma tenda de campanha que foi montada no campus universitário. O reitor também anunciou que a universidade recomendou aos professores serem flexíveis nas avaliações e na exigência de presença dos alunos que estiverem com problemas emocionais devido à tragédia. O número de vítimas fatais do incêndio aumentou na noite de sábado para 237 após a morte do empresário Bruno Portella Fricks, de 22 anos e recém-formado no curso de administração. Segundo o último boletim da secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, 97 pessoas ainda estão hospitalizadas com ferimentos ou problemas pulmonares, 35 deles em unidades de terapia intensiva e respirando com ajuda de aparelhos. EFE cm/dk












