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Mercosul considera que crise cria melhores condições para negociar com a Europa

Presidente uruguaio diz que há um clima propício para as negociações para o livre-comércio

Internacional|Do R7

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José Mujica foi recebido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Itamaraty na manhã desta sexta-feira (7)
José Mujica foi recebido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Itamaraty na manhã desta sexta-feira (7) Antonio Lacerda/EFE

Os países do Mercosul consideram que a crise na Europa gerou melhores condições para negociar um acordo de livre-comércio com a União Europeia (UE), afirmou nesta sexta-feira (7) o presidente do Uruguai, José Mujica.

"Pela situação na Europa, provavelmente foi apresentado o paradoxo de que existam condições para intercambiar e negociar como não houve no passado", disse Mujica em declarações a jornalistas ao chegar à sede da Chancelaria brasileira para participar da Cúpula do Mercosul.


O presidente do Uruguai sustentou que as negociações para o livre-comércio entre o Mercosul e a UE, uma velha aspiração dos dois blocos, foram paralisadas várias vezes pelos impedimentos dos europeus aos produtos agrícolas sul-americanos.

"Agora provavelmente há um clima mais propício", disse Mujica após ser recebido pela presidente Dilma Rousseff no Palácio do Itamaraty, a sede da Chancelaria.


O presidente do Uruguai assegurou que as principais expectativas para a Cúpula do Mercosul desta sexta-feira em Brasília são as discussões sobre o futuro das negociações com a UE e o pedido da Bolívia para ingressar no bloco como membro pleno.

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A Bolívia aspira seguir o mesmo caminho que tranformou a Venezuela em membro pleno deste bloco, em junho, integrado pela Argentina, Brasil e Uruguai e Paraguai, atualmente suspenso provisoriamente desde a destituição do presidente Fernando Lugo.

A reunião do Mercosul em Brasília acontece um mês antes da Cúpula que o Brasil e a UE terão em janeiro na cidade e da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) que será realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, em Santiago do Chile.

O possível acordo de livre-comércio entre os dois blocos será abordado em ambos os encontros.

Na Cúpula do Brasil-UE de 24 de janeiro, Dilma receberá os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o comissário de Comércio do bloco, Karel De Gucht. As três autoridades europeias participarão dois dias depois na reunião da Celac.

Os 27 países da União Europeia e os do Mercosul retomaram em maio de 2010 as negociações para o acordo de livre-comércio após seis anos de estagnação. 

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