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Merkel promete garantir direito a manifestação após ameaça de suspender protesto anti-Islã

Internacional|Do R7

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BERLIM (Reuters) - A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira que tem o dever de proteger o direito a manifestação na Alemanha, independentemente do tema, e ofereceu apoio de segurança federal após uma marcha anti-Islã ter sido cancelada devido a uma ameaça terrorista.

A polícia da cidade de Dresden, no leste, proibiu todas as aglomerações públicas nas ruas nesta segunda-feira, incluindo o encontro "Patriotas Europeus Contra a Islamização do Ocidente" (Pegida), um grupo que atraiu 25.000 pessoas a uma marcha na semana passada.


As manifestações semanais do Pegida começaram em outubro como um protesto local contra a construção de novos abrigos para refugiados, e têm crescido de tamanho. Membros importantes de um partido de direita em crescimento, o Alternativa para a Alemanha (AfD), estão considerando se associar com o Pegida.

Entretanto, marchas contrárias têm ocorrido pela Alemanha, cada vez com mais pessoas, e Merkel condenou o grupo com uma linguagem forte incomum, o chamando de racistas "com ódio em seus corações".


Mas, em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, ela defendeu o direito de protestar: "Um princípio tão precioso precisa ser protegido. Por isso que tudo será feito... para garantir que a liberdade de manifestação seja assegurada em todos os lugares na Alemanha".

Merkel ofereceu ajuda federal, se solicitada, às autoridades regionais, que são responsáveis pelo policiamento.


Líderes do Pegida disseram nesta segunda-feira que não vão permitir serem amordaçados e que planejam uma manifestação para a próxima semana, em conjunto com as autoridades de segurança.

Autoridades de segurança disseram na sexta-feira que tinham alertas específicos de risco de ataques de militantes em estações ferroviárias centrais em Berlim e Dresden.


A polícia local, citando informações de uma agência de segurança da Alemanha, disse depois que assassinos tinham sido chamados para se misturar entre os manifestantes do Pegida e assassinar um dos líderes do grupo.

(Reportagem de Alexandra Hudson e Andreas Rinke)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF ES

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