México confirma dados do DNA de estudante desaparecido em Iguala
Internacional|Do R7
México, 7 dez (EFE).- O procurador-geral do México, Jesús Murillo Karam, confirmou neste domingo que o DNA da ossada analisada pela Universidade de Innsbruck, da Áustria, corresponde a Alexander Mora Venancio, um dos 43 jovens desaparecidos em setembro no estado de Guerrero. "De acordo com o resultado divulgado pela Universidade de Innsbruck, a ossada estudada corresponde a Alexander Mora Venancio, estudante de 21 anos, que pertence ao grupo de desaparecidos nos incidentes de 26 de setembro em Iguala, no estado de Guerrero", disse em entrevista coletiva. O representante da família, Felipe de la Cruz, informou na noite de sábado, em um comício na capital mexicana, que os médicos legistas argentinos confirmaram a identidade de Alexander Mora Venancio, e garantiu que continuarão a luta para encontrar os outros desaparecidos. O procurador-geral explicou que, segundo a universidade austríaca, apenas em um dos 17 fragmentos ósseos recebidos foi possível extrair o DNA e que este corresponde ao estudante. A instituição comparou os resultados obtidos na amostra recebida com os perfis genéticos dos parentes enviados pela Procuradoria Geral da República (PGR) e pela equipe de médicos legistas argentinos. O procurador-geral da República concluiu que esta "prova científica confirma que os restos encontrados em uma das cenas coincide com a evidência da investigação e com o depoimento dos detidos". Ele acrescentou que estes resultados já foram entregues aos assessores dos parentes dos desaparecidos e explicou que a identificação do DNA "reforça a reconstrução histórica do incidente". Na noite do dia 26 de setembro, um grupo de policiais disparou contra dezenas de alunos por ordens do então prefeito de Iguala, José Luis Abarca, ataques que deixaram seis pessoas mortas e outras 25 com ferimentos. Além disso, os policiais capturaram 43 jovens e os entregaram ao cartel Guerreros Unidos, que se encarregou de assassiná-los e queimá-los em um lixeiro de Cocula para não deixar rastros. Murillo disse que até agora 80 pessoas foram detidas, entre elas 44 policiais de Iguala e Cocula, enquanto 16 pessoas são ainda procuradas. Foram presos chefes de polícia, o prefeito José Luis Abarca e sua esposa María de Los Angeles Pineda, assim como o líder do grupo criminoso Guerreros Unidos, Sidronio Casarrubias Salgado, e outros membros dessa organização. A procuradoria ainda conta com outras evidências que primeiro serão informadas aos pais dos jovens devido ao compromisso assumido com eles pelo presidente Enrique Peña Nieto. Segundo o procurador-geral, a investigação permanecerá aberta ate que todos os culpados sejam detidos e a impunidade não será permitida. EFE jrm/vnm (foto)











