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Michel Temer lidera delegação em visita a Macau, Cantão e Pequim

Internacional|Do R7

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Rio de Janeiro, 1 nov (EFE).- O vice-presidente Michel Temer embarca nesta sexta-feira rumo à China, o maior parceiro comercial do Brasil, para uma visita oficial de seis dias na qual passará por Macau, Cantão e Pequim como líder de uma delegação que inclui três ministros e dois vice-ministros, além de empresários. Temer será recebido em Pequim pelo presidente da China, Xi Jinping, e terá uma reunião de trabalho com o vice-presidente, Li Yuanchao, além de participar de encontros empresariais na capital do gigante asiático, segundo um comunicado divulgado hoje pelo Ministério das Relações Exteriores. A visita oficial, com uma intensa agenda, tem como finalidade fortalecer a Associação Estratégica Global entre Brasil e China, dois dos membros do fórum de países emergentes Brics (junto com Rússia, Índia e África do Sul) e as maiores economias de América Latina e Ásia respectivamente. "Durante a visita será avaliada a implementação do Plano Decenal de Cooperação Brasil-China 2012-2021, com destaque para a área econômico-comercial e ênfase na promoção do agronegócio e de oportunidades de investimento chinês nos programas brasileiros de infraestrutura", segundo a nota do Itamaraty. Temer também aproveitará a visita para discutir a evolução da agenda bilateral em educação, cultura, ciência, tecnologia e inovação e cooperação espacial, área de grande importância já que os países têm um programa conjunto para desenvolver, lançar e operar satélites de vigilância terrestre. A China é desde 2009 o maior parceiro comercial do Brasil e um dos principais países de origem do investimento direto estrangeiro no país. A previsão é que esse investimento se multiplique com a participação das petrolíferas chinesas CNPC e CNOOC no consórcio que adquiriu no mês passado os direitos para explorar o campo de Libra, na Bacia de Santos. O país asiático participará também nas licitações que o governo brasileiro realizará nos próximos meses para conceder a operação de estradas, ferrovias e aeroportos. O comércio entre os dois países somou US$ 75,4 bilhões no ano passado, valor quase 20 vezes superior ao de uma década antes, com exportações brasileiras no valor de US$ 41,2 bilhões e importações de US$ 34,2 bilhões. Os US$ 6,9 bilhões de superávit do Brasil com a China corresponderam à terceira parte do superávit que o país obteve em 2012 em suas relações com todo o mundo. A delegação brasileira será integrada também pelos ministros de Agricultura, Antonio Andrade; Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e Aviação Civil, Moreira Franco, assim como os vice-ministros de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ricardo Schaefer, e Minas e Energia, Marcio Zimmermann. A visita começará oficialmente na segunda-feira por Macau, onde Temer participará da cerimônia de abertura da 4ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre China e os Países de Língua Portuguesa. O chamado Fórum de Macau foi criado em 2003 com o propósito de promover o comércio, os investimentos e a cooperação educativa e cultural entre China, Brasil, Portugal e as outras ex-colônias lusas na África e Ásia. Temer terá uma primeira reunião oficial com autoridades chinesas em Macau, onde será recebido pelo vice-primeiro-ministro da China, Wang Yang. Na quarta-feira, 6 de novembro, o vice-presidente, já em Cantão, presidirá junto com Yang a 3ª Reunião da Comissão Chinês-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), o principal mecanismo de diálogo entre ambos países. O Cosban se reuniu em plenário pela primeira vez na China em 2006 e pela segunda vez no Brasil no ano passado. Em Pequim, além de seus encontros com as autoridades chinesas, Temer participará de reunião do Conselho Empresarial Brasil-China e de um encontro de negócios promovido pela Confederação da Agricultura do Brasil, que negocia a abertura do mercado asiático às carnes brasileiras. A visita de Temer é a primeira de uma delegação brasileira desde que Xi Jinping assumiu como presidente da China no último mês de março. EFE cm/rsd

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