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Michelle Obama se envolve em debate sobre armas e pede que Congresso vote

Internacional|Do R7

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Washington, 10 abr (EFE).- A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, se envolveu nesta quarta-feira, pela primeira vez, no debate sobre o controle de armas no país e durante um ato em Chicago, com lágrimas nos olhos, pediu ao Congresso que vote nas reformas sugeridas por seu marido, o presidente Barack Obama. Obama "está lutando o máximo que pode e incluindo a maior quantidade de pessoas possível para levar adiante as reformas para proteger nossas crianças da violência das armas", ressaltou a primeira-dama em um ato de arrecadação de fundos para dar apoio aos jovens de Chicago e fazer os bairros da cidade ficarem mais seguros. "Essas reformas merecem um voto no Congresso", declarou Michelle Obama seguindo a linha do discurso do presidente desde que apresentou essa reforma em janeiro, após o massacre na escola Sandy Hook, em Newtown, onde foram assassinadas a tiros 20 crianças e seis adultos. O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse ontem que programará para quinta-feira um voto de procedimento chave para iniciar o debate formal sobre o controle das armas, apesar da objeçãoi dos opositores da medida. Precisamente hoje os senados americanos Pat Toomey e Joe Manchin anunciaram um acordo bipartidário mediante o qual se ampliria o controle de antecedentes para todas as vendas comerciais de armas. A primeira-dama lembrou em seu discurso, emocionada, o dia em que assistiu em Chicago ao funeral de Hadiya Pendleton, uma adolescente de 15 anos assassinada a tiros dias após terr participado do desfile da segunda posse presidencial de Obama. "Ao visitar os Pendleton no funeral, eu não podia acreditar no que sentia. A família de Hadiya era como minha família. Hadiya Pendleton era eu e eu era ela", disse Michelle Obama, nascida e criada em um bairro de classe trabalhadora do sul de Chicago. Após seu discurso no ato de arrecadação de fundos, a primeira-dama se reuniu com estudantes de um instituto do sul de Chicago, uma das cidades mais afetadas pela violência das armas, sobretudo entre seus jovens. Até agora Michelle Obama esteve vinculada a causas de perfil político, como o apoio aos veteranos e famílias de militares e a luta contra a obesidade infantil por meio do fomento da alimentação saudável. Seu envolvimento no tema do controle das armas com o discurso de hoje em Chicago foi interpretado por muitos analistas e meios de imprensa como um presságio que prevê ter um papel mais ativo no segundo mandato de seu marido. EFE mb/ff

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