Milhares de ativistas chegam a Washington para exigir reforma migratória
Internacional|Do R7
Washington, 10 abr (EFE).- Milhares de ativistas de várias partes dos Estados Unidos começaram a se reunir nesta quarta-feira em frente ao Congresso para reivindicar o fim das deportações e exigir uma reforma das leis de imigração no país. "Estamos aqui para apoiar uma reforma integral do sistema de imigração que mantenha as unidas às famílias, e que abra uma caminho para, primeiro, a legalização e depois a cidadania a mais de 11 milhões de imigrantes", disse à Agência Efe Jessica García. Jessica, hondurenha de 39 anos, é organizadora no grupo New Immigrant Community Empowerment, do bairro nova-iorquino do Queens, e chegou com dezenas de ativistas dessa organização à esplanada contra o Capitólio, onde vai acontecer a marcha desta tarde. A marcha de hoje em Washington e em outras partes do país foi convocada por organizações comunitárias, igrejas, sindicatos e grupos políticos para pressionar o Congresso a aprovar uma reforma migratória integral. Um grupo bipartidário de senadores conhecido como o "Grupo dos 8" está finalizando os detalhes de um projeto de lei de reforma migratória. Espera-se que a iniciativa, de 1.500 páginas, seja divulgada nos próximos dias. De fato, o Comitê Judicial do Senado anunciou hoje uma audiência sobre a reforma para 17 de abril, dando o tiro de largada para o eventual debate e votação da medida no Senado. Ao contrário das demonstrações que aconteceram há sete anos, quando outra tentativa de reforma migratória fracassou, os ativistas hoje perante o Congresso agitavam bandeiras dos EUA e vestiam azul, branco e vermelho, sem que se vissem bandeiras de México, Colômbia, Venezuela, El Salvador, Nicarágua e de outros países latino-americanos. "Chegou a hora de o Congresso agir e o presidente Barack Obama cumprir sua promessa", disse à Efe Anne Seals, uma organizadora do Action North Carolina que chegou de Charlotte com 150 manifestantes. "Em nosso estado a maioria dos imigrantes ilegais vem da América Latina e trabalham na construção, na jardinagem", acrescentou. "Mas também há muita gente (sem registros) da Ásia, em empregos de alta tecnologia, e profissionais do Oriente Médio". Um grande grupo de manifestantes chegado de Conroe, no Texas, cantou uma canção que dizia, em livre tradução, "Aqui estamos, e não vamos embora, e se nos expulsarem, voltamos". Rudy González, uma salvadorenha que vive em Rockville (Maryland) e tem permissão legal para trabalhar, se uniu à manifestação assim como fez "em outras muitas". "Temos parentes imigrantes ilegais, temos amigos que foram deportados", acrescentou González. "Esperemos que desta vez sim o Congresso aja". EFE jab/tr (fotos) (vídeo)











