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Milhares de mulheres pedem no Cairo restituição de Mursi ao poder

Internacional|Do R7

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Cairo, 30 jul (EFE).- Milhares de seguidores do presidente egípcio deposto Mohammed Mursi, a maioria mulheres, manifestaram-se nesta terça-feira no Cairo para homenagear os mortos das últimas semanas e pedir a volta ao poder do antigo chefe de estado islamita. Os protestos de hoje, batizados como "manifestação para os mártires do golpe de Estado", caracterizaram-se pela participação em massa de mulheres, que inclusive realizaram passeatas exclusivas, como por exemplo uma que se dirigiu ao Ministério da Defesa. Uma das participantes deste protesto, a dirigente da Irmandade Muçulmana Maha Abu al Aiz, disse à Agência Efe que a manifestação pretende demonstrar que os "defensores da legitimidade resistirão nas praças apesar dos massacres". "Assassinaram mulheres na cidade de Al Mansura e também mataram nossos maridos e filhos. Isto não podemos aceitar", disse a ativista para explicar a adesão em massa das mulheres ao protesto. As manifestantes, a maioria delas cobertas com o véu islâmico ou com o "niqab" (que só permite ver os olhos), gritavam palavras de ordem contra o golpe de Estado e o comandante das Forças Armadas, Abdel Fatah al Sisi. As manifestantes também reivindicam a volta de Mursi, da Constituição aprovada durante seu mandato e suspensa pelos militares e do Conselho da Shura (câmara alta do Parlamento), dissolvido após o golpe militar. "Sisi quer que o povo beije seus sapatos", "abaixo o golpe de Estado" ou "mãe não chores, vamos conseguir nossos direitos", foram algumas das palavras de ordem entoadas durante a marcha, nas quais podiam se ver muitas fotografias de Mursi, bandeiras do Egito e o livro sagrado do Corão. "Através desse protesto, queremos dizer aos militares que as mulheres são mais fortes que suas balas", disse à Efe a jovem Asmaa Izzat, que participou da passeata. A marcha partiu da mesquita de Al Nour, no bairro central de Al Abassiya, até a sede do Ministério da Defesa, de onde não pôde se aproximar devido às medidas de segurança. Outra manifestação de mulheres se dirigiu para as embaixadas da Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos para pedir que esses países deixem de apoiar politicamente e financeiramente o novo regime. As participantes, que levavam cinco caixões cobertos com bandeiras do Egito, gritavam contra Sisi e pediam a restituição de Mursi. Os protestos coincidem com o último dia da visita ao Cairo da principal representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Catherine Ashton, que se reuniu ontem à noite com Mursi no local onde o ex-presidente se encontra retido pelos militares. Ashton pediu um processo transitório "inclusivo", mas o vice-presidente egípcio de Relações Internacionais, Mohamed El Baradei, rejeitou a participação de Mursi na reconciliação nacional. O ministro, no entanto, disse que aceitaria conversar com a Irmandade Muçulmana. EFE ms/dk

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