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Milhares de pessoas voltam a protestar em Hong Kong

Manifestantes desafiaram proibição da polícia e tomaram às ruas contra a lei de extradição e temas envolvendo direitos humanos

Internacional|Da EFE

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Manifestantes em confronto com a polícia
Manifestantes em confronto com a polícia

Milhares de pessoas desafiaram uma proibição da polícia e voltaram a ruas de Hong Kong para mais um capítulo da onda de protestos que vêm realizando contra uma controversa proposta de lei de extradição e outros temas envolvendo democracia e direitos humanos.

O protesto convocado para este sábado e que acontece no distrito de Yuen Long — onde no último domingo 45 manifestantes foram espancados por homens que estavam com barras de metal — tinha sido proibido pelas autoridades.


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Na quinta-feira, a polícia de Hong Kong alegou em comunicado que "como alguns dos manifestantes portavam barras de ferro e escudos artesanais, e também arrancavam cercas das estradas, há o risco uma possível piora da situação".


"A polícia pede aos cidadãos que mantenham a calma e vão embora da região o mais rápido possível, já que podem acontecer cenas caóticas em um curto período de tempo", acrescenta o texto, que acusa grupos de manifestantes de "alterar a ordem pública".

Como o apelo não foi atendido, pouco depois das 17h (horário local; 6h de Brasília), membros da tropa de choque usaram gás lacrimogêneo para tentar dispersar os milhares de manifestantes que estavam na região de Nam Pin Wai.


Em outro comunicado divulgado meia hora depois, a polícia confirmou que estava fazendo uma "operação de dispersão" depois que um "grande grupo" de manifestantes cercou a delegacia do distrito, o que provocou a suspensão dos serviços de denúncias.

A onda de manifestações em Hong Kong começou em junho e tinha como alvo inicial uma controversa proposta de lei de extradição que, segundo advogados e ativistas defensores dos direitos humanos, poderia se transformar em um acesso do governo da China a "fugitivos" refugiados na região administrativa, que possui um elevado grau de autonomia em relação a Pequim.


Para os críticos dessa lei, se for aprovada, ela intimidará e penalizará críticos e dissidentes do regime chinês. Já os defensores argumentam que ela visa preencher um vazio legal, já que não existem fórmulas legais de extradição entre Taiwan, Hong Kong e a China continental.

Com o passar dos dias, as manifestações ganharam reivindicações mais amplas sobre melhorias dos mecanismos democráticos da cidade, cuja soberania foi recuperada pela China em 1997 com o compromisso de manter até 2047 as estruturas deixadas pelo Reino Unido, que colonizou o território no século XIX e o controlava até aquele ano.

O protesto de hoje também tem como objetivo destacar o descontentamento de boa parte da população com a atuação da polícia neste caso. A corporação é acusada de negligência na atuação contra o grupo de homens armados e vestidos de branco que atacaram os manifestantes no último domingo.

De acordo com as leis de Hong Kong, participar de uma manifestação ilegal pode levar a penas de 3 a 5 anos de prisão e a uma multa de US$ 5 mil de Hong Kong (US$ 639).

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