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Milhares se manifestam em Nicósia contra uso de pensões para resgate bancário

Internacional|Do R7

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Nicósia, 23 mar (EFE).- Milhares de pessoas se manifestaram nas ruas de Nicósia contra a utilização dos recursos dos da Previdência Social dos trabalhadores de bancos para o resgate do setor bancário cipriota. A manifestação partiu da sede do sindicato de empregados de bancos e caminhou até o Ministério das Finanças, para posteriormente marchar rumo ao Parlamento. Os manifestantes gritavam palavras de ordem como "Tirem as mãos dos fundos de pensão" e "Todos unidos, empregados e poupadores", além de exigir a renúncia do diretor do Banco Central. Os funcionários de bancos temem que a reestruturação do setor, além de demissões, cause a perda dos fundos destinados a suas pensões e seu seguro médico. "Vim me manifestar porque está sendo decidido nosso futuro. Mas temos futuro?", se perguntava Dimitris Dimitriu, dono de uma carreira de 35 anos no Laiki Bank. "Tudo indica que o Laiki fechará", opinou Dimitriu, a quem faltam cerca de quatro anos para a aposentadoria: "Vou perder tudo. Temos que garantir pelo menos os fundos de pensão". "Está em risco o nosso trabalho, nosso pão", desabafava Eftijios Odiseos, também empregado do Laiki, expressando sua "raiva" contra "os europeus e os políticos (cipriotas) que não administraram bem a situação". Além disso, advertiu que os trabalhadores do setor poderiam anunciar uma greve para terça-feira - quando está prevista a reabertura dos bancos - se suas reivindicações não forem atendidas. A lei de reestruturação do setor bancário aprovada ontem à noite pelo Parlamento com os votos do partido governante DISY (conservador) e parte de seus aliados de centro, é voltada especialmente à divisão do Laiki Bank, o segundo maior do Chipre, em um banco bom e um banco ruim, embora possa ser utilizada para a liquidação de outras entidades financeiras. Segundo reconheceu o próprio vice-presidente do DISY, Averof Neofytu, esta medida poderia pôr em risco os 600 milhões de euros dos fundos de pensões depositados nesse banco, mas prometeu que durante o fim de semana seria buscada "uma solução" para o assunto. EFE fl-amu/tr

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