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Milhões de alemães elegem neste domingo composição do Parlamento

A conservadora Angela Merkel busca o terceiro mandato como chefe do governo

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Os eleitores alemães irão às urnas neste domingo (22) para escolher a composição do Parlamento
Os eleitores alemães irão às urnas neste domingo (22) para escolher a composição do Parlamento

Os eleitores alemães irão às urnas neste domingo (22) para escolher a composição do Parlamento. A conservadora Angela Merkel aparece, em pesquisas, como favorita nas legislativas para um terceiro mandato como chefe do governo alemão, o que a converteria na primeira líder europeia a sobreviver à crise econômica.

No entanto, a chanceler corre o risco de ter que compartilhar o poder com seus adversários sociais-democratas, como já ocorreu em seu primeiro mandato (2005-2009), devido ao enfraquecimento de seus aliados liberais (FDP).


"Espera-se que Angela Merkel siga no poder, mas com quem vai governar?", se perguntava na quarta-feira o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

A chanceler se orgulha de ter dirigido "o melhor governo desde a reunificação" alemã, em 1990, por ter feito o desemprego cair a 6,8% enquanto subia a níveis recorde nos países vizinhos.


Apelidada carinhosamente de "Mutti" ("Mamãe"), Merkel, à frente do país mais populoso da Europa, é de longe a personalidade preferida dos alemães e impôs sua visão para salvar o euro.

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O rival social-democrata de Merkel, Peer Steinbruck, não conseguiu desestabilizá-la durante a campanha, apesar de seus ataques contra o ponto fraco da chanceler, seu balanço social, que converteu a Alemanha em um dos países da Europa com salários mais baixos.


Steinbruck é um economista de humor corrosivo que durante a campanha se destacou, sobretudo, por suas gafes, como, por exemplo, quando o candidato apareceu na capa de uma revista fazendo um gesto obsceno com o dedo.

Steinbruck explicou que a revista havia proposto a ele responder a uma entrevista apenas com gestos e que esta era sua resposta aos apelidos depreciativos que recebeu durante a campanha.

Ex-ministro das Finanças de Merkel (2005-2009), com fama de competente e até mesmo de brilhante, Steinbruck ganhou espaço na opinião pública nestes últimos dias após suas aparições na televisão, embora o faça um pouco tarde.

Apenas dois meses depois de ter sido designado candidato do Partido Social Democrata em setembro de 2012, este hedonista confesso foi criticado pelo jornal popular Bild por ter assegurado que não compraria "nunca uma garrafa (de vinho) de apenas 5 euros", cerca de R$ 15,00, durante um debate sobre os subsídios familiares.

E isso depois de sair de uma polêmica sobre suas bem remuneradas conferências a grandes empresas, que o levaram a ganhar quase R$ 4 milhões (1,25 milhão de euros) em três anos.

Para coroar a situação, abriu espaço a outra polêmica ao classificar de insuficiente o salário de chefe de Governo.

Estes episódios lhe valeram a imagem de um homem afastado das classes populares, que supostamente deveriam ser conquistadas após a desilusão provocada pelas dolorosas reformas econômicas do chanceler anterior, o social-democrata Gerhard Schroder, no início da década de 2000.

Funcionamento das eleições

Os colégios eleitorais abrirão às 6h (locais, 3h de Brasília) e as primeiras estimativas na televisão começarão a ser divulgadas a partir das 16h locais (13h de Brasília).

Cada um dos 61,8 milhões de eleitores dispõe de dois votos para eleger os 598 deputados da 18º Bundestag, a câmara baixa del Parlamento, que elege o chefe de Governo (chanceler) dias depois.

A metade das cadeiras (299) será atribuída por sistema uninominal direto proporcional às regiões administrativas. O candidato que ficar em primeiro lugar será eleito, mesmo que não alcance os 50%.

Mas os eleitores dispõem de um segundo voto, que deve atribuir a uma lista apresentada pelos partidos de cada Land ou Estado regional.

O eleitor tem direito de votar com sua segunda cédula em outro partido diferente do que elegeu primeiro.

Este segundo voto será muito importante porque o resultado derivado determina o número de deputados enviados por cada partido ao Bundestag, Land por Land, e, portanto, a relação de forças na futura assembleia.

A Baviera, por exemplo, envia 90 deputados ao Bundestag: 45 eleitos nas regiões administrativas e 45 nas listas. Se um partido obtiver 40% dos segundos votos, terá direito a 40% das 90 cadeiras, ou seja, a 36 mandatos.

Se este partido obtiver 30 mandatos diretos (dos 45), é completado com 6 eleitos provenientes das listas. Em compensação, se obtiver 40 mandatos diretos, conserva seus 4 eleitos suplementares, e isso faz com que a Bundestag tenha um número de cadeiras superior aos 598 previstos inicialmente.

Como as cadeiras atribuídas por este segundo voto são divididas entre as formações que obtiverem ao menos 5% dos votos em escala nacional, um resultado de 48%, e inclusive de 47%, bastam no geral para dispor de uma maioria.

Este sistema beneficia no geral os grandes partidos, que conseguem muitos mandatos diretos.

Mas com frequência é necessário esperar várias horas e o resultado de complicados cálculos de ajuste para conhecer exatamente o número de eleitos que a futura assembleia terá e sua distribuição.

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