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Milicianos do Hezbollah e rebeldes sírios se enfrentam no leste do Líbano

Internacional|Do R7

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Beirute, 13 jun (EFE).- Combatentes do grupo xiita Hezbollah e do Exército Livre da Síria (ELS) se enfrentaram ontem à noite no vale do Bekaa, no leste do Líbano, onde vários projéteis disparados da Síria atingiram algumas aldeias, informou nesta quinta-feira a imprensa libanesa. Os enfrentamentos entre os milicianos do Hezbollah, aliado do regime de Damasco, e os rebeldes sírios ocorreram nas proximidades de Nabachit, mas não houve vítimas. Quatro projéteis lançados do lado sírio da fronteira caíram em uma região situada entre as localidades de Nabachit, Rayak e Sarin, ao leste da cidade de Baalbeck, considerada um reduto do Hezbollah. Os incidentes ocorreram depois que um helicóptero sírio disparou ontem dois foguetes contra o centro da cidade libanesa de Arsal, conhecida pelo apoio de seus habitantes à rebelião síria, deixando várias pessoas feridas. O presidente do Líbano, Michel Suleiman, e o exército anunciaram que vão tomar as medidas necessárias para que os bombardeios não voltem a se repetir. Em comunicado, publicado hoje na agência de notícias "Sana", as Forças Armadas sírias explicaram que um de seus helicópteros entrou ontem no território libanês quando perseguia "um grupo terrorista" que tentava escapar. Segundo a nota, vários supostos terroristas escaparam em Arsal, enquanto outros ficaram feridos quando a aeronave abriu fogo contra eles. O exército sírio garantiu que "respeita a soberania, o território e a segurança do povo libanês". Desde a tomada da estratégica cidade síria de Al Qusair há uma semana pelas forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, os bombardeios contra Arsal se intensificaram. Ali costumam transitar refugiados e feridos sírios que fogem do conflito em seu país. A situação de segurança no Líbano se deteriorou nos últimos meses, com sequestros, ataques das forças sírias vindos do outro lado da fronteira e enfrentamentos armados entre opositores e seguidores de Assad em várias partes do país. EFE ks-ssa/rpr

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