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Militantes bascos entregam esconderijos com 120 armas e três toneladas de explosivos a autoridades francesas

Com isso, grupo ETA põe fim a campanha armada após 50 anos de conflito

Internacional|Do R7

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Policiais e especialistas em bombas investigam esconderijos divulgados pelo ETA em Bayonne
Policiais e especialistas em bombas investigam esconderijos divulgados pelo ETA em Bayonne

Militantes bascos do grupo separatista ETA (Pátria Basca e Liberdade, em português) puseram fim à sua campanha armada após mais de 50 anos de conflito neste sábado (8), quando entregaram às autoridades francesas oito esconderijos onde mantinham armas, explosivos e munições. Nos 12 esconderijos, havia 120 armas de fogo, três toneladas de explosivo e milhares de municções. 

O grupo, que matou mais de 850 pessoas na tentativa de construir um estado independente no norte da Espanha e no sudoeste da França, declarou um cessar-fogo em 2011, mas não houver desarmamento de fato. Fundado em 1959 para lutar pela independência do povo basco, o ETA ganhou notoriedade como um dos mais intratáveis grupos separatistas da Europa. 


Grupo separatista basco ETA vai anunciar desarmamento

O governo espanhol se posicionou sobre a entrega, dizendo que a transferência de armas foi na cidade francesa de Bayonne foi positiva, mas insuficiente. A Espanha ainda convocou o grupo a dissolver-se formalmente, bem como pedir desculpas às suas vítimas. Além disso, afirmou que o desarmamento não significa que o grupo separatista terá impunidade para os crimes que cometeu e que não deve esperar tratamento favorável.


A ETA disse em uma carta à BBC no início desta semana que entregou suas armas e explosivos a intermediários civis, que ficariam responsáveis pela entrega às autoridades. Tais mediadores, conhecidos como "artesãos da paz", passaram às autoridades uma lista com as coordenadas de oito locais onde a ETA havia armazenado seu arsenal de armas. 

Grupo ETA confirma que entregará armas no sábado


Equipes de segurança agora pesquisam os locais para neutralizar os explosivos e proteger as armas, disse o ministro do Interior da França, Matthias Fekl, em entrevista coletiva em Paris. O promotor público da Espanha pediu ao Tribunal Supremo que examine os armamentos entregues como possíveis armas de assassinato usadas em centenas de casos não resolvidos.

"As ações levadas a cabo hoje pelo grupo terrorista nada mais são do que o resultado de sua derrota definitiva", disse o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, a jornalistas em Madri.

Arnaldo Otegi, líder do partido basco pró-independência EH Bildu, que cumpriu pena na prisão por suas ligações com a ETA, disse em Bayonne que a ação seria bem recebida pelo povo basco.

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