Militantes culpam ex-major do Exército por atentado suicida no Cairo
Internacional|Do R7
Por Hadeel Al Shalchi
CAIRO, 26 Out (Reuters) - O grupo militante islâmico baseado na península do Sinai que assumiu responsabilidade pela tentativa de assassinato do ministro do Interior do Egito em setembro divulgou um vídeo neste sábado afirmando que um ex-major do Exército realizou o ataque suicida.
O vídeo, que o grupo Ansar Bayt al-maqdis publicou em páginas militantes na internet, tem 30 minutos e identifica o ex-major Waleed Badr como o responsável pelo ataque, mas não diz se ele era um membro do grupo.
O ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, sobreviveu ao atentado em 5 de setembro no Cairo, quando um carro-bomba explodiu próximo a seu comboio e atiradores metralharam seu veículo, levando-o a alertar que a onda de terrorismo realizada por oponentes do governo instalado pelos militares estava apenas começando.
Ibrahim ajudou a supervisionar a violenta repressão de apoiadores de Mohamed Mursi, o presidente islamista eleito que foi derrubado em 3 de julho pelo Exército após protestos massivos contra o governo.
Em 14 de agosto, o pior dia de violência desde que teve início o tumulto, forças de segurança mataram centenas de partidários de Mursi, e a Irmandade Muçulmana, grupo do qual o ex-presidente faz parte, foi banida.
Autoridades militares dizem que a real intenção do movimento era estabelecer uma nação islâmica única ao longo de vários países e que os interesses egípcios não eram prioridade. A Irmandade Muçulmana nega essas acusações.
A tentativa de assassinato, que ocorreu durante o dia, foi o mais audacioso ato de militância desde a queda de Mursi, embora radicais também tenham fortalecido a insurgência na península do Sinai.












