Logo R7.com
RecordPlus

Militar é ferido em Paris e governo não descarta terrorismo

Internacional|Do R7

  • Google News

Um militar de patrulha da unidade antiterrorista foi agredido neste sábado com arma branca em La Défense, na periferia oeste de Paris.

O agressor conseguiu fugir.


As autoridades ainda não descartam que tenha sido um ato deliberado de natureza terrorista.

A Procuradoria antiterrorista de Paris foi encarregada da investigação, informou à AFP Robert Gelli, procurador de Nanterre, distrito do bairro comercial e de negócios de La Défense.


Esse foi o primeiro ataque desse tipo a um militar na França desde o assassinato, em março de 2012, de três paraquedistas em Toulouse, sul do país. Eles foram assassinados por Mohamed Merah, um jovem adepto do Islã radical, que também matou três crianças e um professor judeu.

A agressão acontece três dias depois do assassinato, em Londres, na última quarta-feira, de um soldado britânico por parte de dois islamitas. Em um primeiro momento, os investigadores não viram relação entre os dois episódios.


"Até agora" não se estabeleceu nenhum vínculo com o assassinato em Londres de um soldado britânico, mas "devemos olhar todas as hipóteses", declarou o presidente francês, François Hollande, ao ser questionado em Adis Abeba, onde se encontra de viagem oficial.

"Ainda não conhecemos as condições e as circunstâncias exatas da agressão, nem mesmo a personalidade do agressor, mas devemos contemplar todas as hipóteses", acrescentou.


"Quis-se matar um militar pelo fato de ser militar", declarou à noite o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, após passar pelo Hospital de Clamar para visitar o soldado ferido, cuja vida não corre perigo.

"O ministro do Interior, Manuel Valls, e eu mesmo, cada um no nosso âmbito, mantemos uma luta implacável contra o terrorismo e contra qualquer ato que ponha nossa segurança em perigo", acrescentou.

O militar ferido, Cédric Cordier, de 23 anos, participava de uma patrulha mista de três homens do Exército e da Polícia, quando foi agredido por volta das 17h50. O militar foi tratado pelos bombeiros antes de ser hospitalizado.

Cordier estava em uma área de circulação entre os acessos aos transportes públicos e as lojas, em La Défense. De acordo com os primeiros elementos da investigação, que ainda devem ser confirmados, o agressor era alto, com 1,90 metro, de barba e vestia calça preta.

Segundo o procurador de Nanterre, Robert Gelli, perguntado pela AFP, o militar levou um golpe na nuca. O procurador falou em "arma branca", sem especificar se seria uma faca, ou um estilete.

O agressor "fugiu, sem dizer uma palavra", disse à imprensa o prefeito de Hauts-de-Seine, a região onde aconteceram os fatos, Pierre-André Peynel.

A área é muito movimentada, em particular no fim de semana, o que pode explicar como o agressor conseguiu desaparecer na multidão.

Em um comunicado conjunto, Jean-Yves Le Drian e Manuel Valls condenaram de imediato "com a maior firmeza" essa "agressão covarde".

"Há elementos, como a violência repentina do ataque, que pode levar a pensar que pode haver uma forma de comparar com o ocorrido em Londres", avaliou o ministro do Interior na televisão pública France 2.

"Mas nesse momento, muito honestamente, sejamos prudentes, mantenhamos a vigilância das forças de segurança, dos nossos serviços de inteligência, e façamos o possível para saber mais e conseguir prender esse indivíduo que, sem sombra de dúvida, queria matar esse soldado. Felizmente, ele agora está no hospital, e sua vida não corre perigo", acrescentou o ministro do Interior.

Na quarta-feira, um soldado britânico foi assassinado com arma branca em Londres por dois homens que, segundo testemunhas, disseram agir "em nome de Alah". O governo britânico considerou que foi um ato "claramente de natureza terrorista".

ll-ang-bur/tt

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.