Militares americanos são obrigados a sair do Equador
Quito "solicitou formalmente" o fim das atividades do escritório de Cooperação de Segurança
Internacional|Do R7
Um grupo de 20 militares e funcionários da segurança americanos deixarão o Equador por exigência do governo, que meses atrás havia antecipado sua retirada por considerar excessivo o número de funcionários creditados da embaixada em Quito, informou uma fonte diplomática nesta sexta-feira (25).
O governo de Rafael Correa apresentou a advertência que havia formulado em janeiro, e em 7 de abril "solicitou formalmente" o fim das atividades do escritório de Cooperação de Segurança, submetido à embaixada dos Estados Unidos em Quito, disse à AFP o porta-voz da legação, Jeffrey Weinshenker.
"Respeitamos a decisão soberana do governo do Equador e, ao mesmo tempo em que a respeitamos, lamentamos que o resultado desta decisão seja limitar severamente nossa associação bilateral em temas de segurança", sustentou o diplomata.
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O grupo militar, chamado assim pelo governo equatoriano, deverá sair do país antes do fim deste mês, segundo o prazo concedido pelo Executivo, que não forneceu detalhes sobre o pedido formal.
Correa, que realiza um giro por Espanha e Itália, havia anunciado em janeiro que pediria a saída do grupo — estimado inicialmente em 50 militares — por considerar escandalosa a quantidade de efetivos americanos creditados em Quito.
No entanto, a medida se inscreve em um longo histórico de tensões e desconfiança mútua - descrito assim pelo presidente - entre Quito e Washington, principal sócio comercial do país sul-americano.
Em dezembro, Correa, no poder desde 2007, também colocou fim às atividades da Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), acusada meses antes de financiar a oposição, e foi um dos que mais questionaram a trama de espionagem global americana revelada pelo ex-assessor Edward Snowden.
"O governo equatoriano deixou claro que já não deseja esta ajuda de segurança. O governo americano está reduzindo nossos programas de cooperação em segurança e transferirá os recursos a outro lugar", comentou Weinshenker.













