Ministério egípcio do Interior diz que usará munição real contra ataques
Governo acusou a Irmandade Muçulmana de ter cometido ataques terroristas contra "instituições e a polícia"
Internacional|Do R7
O Ministério egípcio do Interior afirmou nesta quinta-feira (15) que deu instruções às forças de segurança do país para que empreguem munição real para enfrentar qualquer ataque contra as instituições governamentais e os soldados da ordem.
Em comunicado, o ministério apontou que tomou essa decisão "por conta dos ataques terroristas da Irmandade Muçulmana contra instituições e a polícia, suas tentativas de se apoderar de armas e a interdição de caminhos para semear o caos".
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O governo explicou que suas forças farão com que as leis sejam cumpridas "através de todos os meios para proteger o país e impedir agressões e ataques contra cidadãos e propriedades públicas".
Com este fim, o ministério afirmou que equipou suas forças com armas e munição necessárias para se proteger de qualquer agressão.
Quase ao mesmo tempo, o Conselho de Ministros egípcio emitiu um comunicado após uma reunião que manteve hoje, na qual manifestou sua decisão de "enfrentar os atos terroristas e de sabotagem realizados pela Irmandade Muçulmana com toda a força".
A nota explica que o estado de emergência, decretado ontem por um mês, será aplicado de maneira temporária e segundo as circunstâncias.
Além disso, o governo ressaltou que o toque de recolher, imposto na quarta-feira, será levantado de acordo como a situação de segurança evoluir.
O executivo reiterou que está decidido a cumprir o plano de transição traçado depois do golpe militar que depôs o presidente islamita Mohammed Mursi, e que estipula a realização de eleições presidenciais e parlamentares, assim como a reforma da Constituição.
Antes do gabinete se reunir, o primeiro-ministro, Hazem el Beblaui, se encontrou com o chefe do exército, Abdel Fatah al Sisi, também titular da defesa, e com o ministro do Interior, Mohammed Ibrahim.
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