Logo R7.com
RecordPlus

Ministro do Interior da Tunísia apresentará formação do governo

Internacional|Do R7

  • Google News

O islamita Ali Larayedh, ministro tunisiano do Interior, apresentará na noite desta quinta-feira ao presidente Moncef Marzouki a composição de seu gabinete, após duas semanas de tensas negociações em um contexto de crise política, anunciou a presidência.

"Ele irá apresentar a lista de membros do Governo ao presidente da República e, em seguida, participará de uma coletiva de imprensa", indicou o assessor do chefe de Estado, Chaker Bouajila, sem dar detalhes sobre a composição do gabinete.


Ali Larayedh, do partido islâmico Ennahda, foi nomeado em 22 de fevereiro para formar um novo governo após a renúncia do primeiro-ministro Hamadi Jebali, que não conseguiu formar um gabinete composto por personalidades apolíticas, uma solução em resposta à crise desencadeada pela assassinato do opositor Chokri Belaid no dia 6 de fevereiro.

Mas a promessa dos islâmicos de formar uma ampla coalizão parece estar severamente comprometida. Três partidos políticos que deveriam fazer parte do gabinete anunciaram nesta quinta-feira a sua retirada das negociações.


Apenas a coalizão dominante - o partido islâmico Ennahda e seus aliados laicos, o Congresso para a República (CPR) do presidente Markuki e o Ettakatol - ainda negociam a composição do gabinete e seu programa.

Os desacordos giram em torno da identidade dos ministros, apesar das concessões do Ennahda que concordou em confiar os cargos à independentes.


Mesmo se o Ennahda, com 89 assentos dos 217 na Assembleia Nacional Constituinte (ANC), conseguir a maioria de 109 deputados necessários para formar o governo, não será o suficiente para resolver definitivamente a crise.

Em verdade, para tirar o país do impasse, a ANC deve adotar, por uma maioria de dois terços, uma Constituição para preparar o caminho para novas eleições. No entanto, o Ennahda não encontrou, mesmo com seus aliados, um acordo sobre este texto.


O país também está desestabilizado pelo desemprego e a pobreza, fatores-chave que provocaram a revolução de 2011.

Além disso, a Tunísia luta para suprimir o surgimento de grupos islâmicos violentos, um dos quais, de acordo com as autoridades, teria orquestrado o assassinato de Chokri Belaid.

kl-alf/hj/mr-mvv

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.