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Ministro egípcio de Justiça apresenta renúncia

Internacional|Do R7

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Cairo, 21 abr (EFE).- O ministro egípcio de Justiça, Ahmed Meki, apresentou neste domingo sua renúncia antes que o Parlamento comece a debater um projeto de lei que procura reformar o Poder Judiciário, afirmaram à Agência Efe fontes de seu escritório ministerial. As fontes precisaram que Meki decidiu renunciar após ter recebido informações de que a câmara alta do Parlamento ou "Shura", que goza na atualidade de todo o poder legislativo, ia aprovar uma proposta relacionada com os juízes, entre outros aspectos. Está previsto que amanhã o comitê constitucional da "Shura" comece a estudar esse projeto, que pretende estabelecer que os juízes se aposentem aos 60 anos e não aos 70, como ocorre atualmente. Essa iniciativa foi proposta pelo parlamentar do partido islamita moderado Al Wasat, Mohammed Youssef, com a intenção de garantir a "igualdade" entre os juízes e implantar reformas de acordo com a nova Constituição, aprovada em dezembro passado. A renúncia do titular de Justiça coincide com um momento de fortes divergências entre a judicatura e os Irmandade Muçulmana no poder. Na sexta-feira passada, a confraria islâmica convocou um protesto em frente ao Tribunal Supremo no Cairo para pedir uma "expurgo da magistratura" e a cassação dos juízes vinculados ao derrubado regime de Hosni Mubarak. A manifestação derivou em distúrbios entre partidários e opositores dos islamitas, nos quais mais de 100 pessoas ficaram feridas. O ministro demissionário apresentou recentemente uma denúncia perante a Procuradoria Geral para que fossem interrogados aqueles que acusam os juízes de serem corruptos. Meki foi um dos magistrados que mais se caracterizou por sua defesa da independência judicial frente ao regime de Mubarak, embora tenha sido muito criticado após aceitar sua nomeação como titular de Justiça na controvertido Executivo islamita. O presidente egípcio, Mohammed Mursi, que fazia parte da Irmandade Muçulmana antes de assumir o poder, anunciou ontem em entrevista uma próxima remodelação do Governo e assinalou que a preocupação sobre "a limpeza" da judicatura é uma preocupação legítima dos cidadãos. "Há vezes em que se realizam juízos nos quais não há a justiça que o povo espera", apontou Mursi, que usou como exemplo os processos contra responsáveis do regime de Mubarak, dos quais alguns foram absolvidos. EFE hh-bds/ff

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