Ministro francês parabeniza ação da ONU, e a classifica como "indispensável"
Internacional|Do R7
Paris, 5 dez (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, parabenizou nesta quinta-feira a aprovação da resolução do Conselho de Segurança da ONU que autoriza o país a utilizar a força na República Centro-Africana (RCA), e considerou que a situação no país a tornava "indispensável". "Saúdo o fato de que, a partir de uma iniciativa francesa, e com os posteriores trabalhos internacionais, africanos, europeus, estejamos em uma situação internacional, conforme a lei, para tomar as decisões necessárias para evitar a uma catástrofe humanitária e de segurança que se perfilava", disse em entrevista coletiva . O chefe da diplomacia insistiu que a resolução foi adotada por unanimidade. Além disso, declarou que corresponde agora ao presidente francês, François Hollande, tomar as medidas que considere apropriadas. Por conta disso, Hollande convocou hoje uma reunião em seu gabinete de defesa na qual participarão Fabius junto com os ministros de Interior, Manuel Valls; Defesa, Jean-Yves Le Drian, e o chefe do Estado-Maior da Defesa. A resolução da ONU autoriza o envio de uma força africana apoiada por tropas francesas para proteger à população e ajudar a restaurar a segurança nesse país, onde nos últimos meses foram registrados enfrentamentos entre milícias. A França tem 650 soldados na República Centro-Africana, e antes da adoção da resolução, mobilizou mais de 250 soldados na capital, Bangui, após os distúrbios da última madrugada. A decisão da ONU, segundo Fabius, contempla um aspecto humanitário, para devolver a segurança ao país, mas aspira igualmente a preparar a transição democrática com um prazo fixado para antes de fevereiro de 2015. O comparecimento de Fabius acontece na véspera de uma Cúpula Franco-africana sobre a paz e a segurança, que reunirá mais de 35 chefes de Estado e governo, a União Africana e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Entre as propostas que serão tratadas, conforme disse, está a criação de uma "capacidade africana de resposta imediata às crises", para poder atuar com imediatismo quando a situação o requeira. "Corresponde a eles, em primeiro lugar, garantir a segurança. Infelizmente, por razões que todo o mundo sabe, nem todos podem", destacou Fabius para justificar a proposta que deverá ser aprovada na cúpula. EFE mgr/cdr-rsd (foto)











