Logo R7.com
RecordPlus

Ministro libanês pede união árabe para evitar intervenção na Síria

Internacional|Do R7

  • Google News

(Atualiza com declarações do presidente do Líbano) Beirute, 9 set (EFE).- O ministro de Relações Exteriores libanês, Adnan Mansur, pediu nesta segunda-feira aos árabes que adotem uma posição de união para evitar uma possível intervenção militar no Síria, já que, na sua opinião, poderia afetar a região. "Os estados árabes devem adotar uma posição comum para impedir uma agressão contra a Síria, já que as consequências abrangerão toda a região", declarou Mansur a meios de comunicação locais. O ministro ressaltou que "alguns países querem ajustar as contas com o regime sírio atribuindo a responsabilidade do uso de armas químicas", e assinalou que a Síria não está só, porque tem amigos no mundo. "Não podemos imaginar que um país árabe apoie uma agressão contra outro. Devemos esperar a investigação dos analistas da ONU sobre as armas químicas antes de lançar acusações sem fundamento", acrescentou. Por sua vez, o presidente do Líbano, Michel Suleiman, pediu aos grupos beligerantes na Síria que respeitem os locais sagrados, já que "simbolizam a civilização, a paz e a tolerância". Em comunicado, Suleiman expressou sua condenação aos supostos "atos de violência e sabotagem contra lugares religiosos cristãos e contra seus cidadãos na cidade histórica de Maalula", que caiu neste fim de semana nas mãos dos rebeldes sírios. "Esses atos são lamentáveis, vergonhosos, e contradizem a essência das religiões monoteístas", acrescentou o presidente, de denominação cristã. Os EUAm trata de obter o maior apoio possível para uma operação militar contra a Síria pelo suposto uso de armas químicas por parte do regime de Damasco contra a população civil. Na reunião de seus ministros de Relações Exteriores no último dia 1, a Liga Árabe emitiu uma resolução na qual pediu à ONU e à comunidade internacional que assumissem sua responsabilidade e que adotassem "medidas dissuasórias e necessárias" contra Damasco pelo ataque com armas químicas do passado 21 de agosto. No entanto, dita resolução, que foi rejeitada pelo Líbano, não apoiou de forma direta os planos dos EUA e França de atacar Síria. EFE ks-ssa-mv/ff

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.