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Ministro pede "serenidade" a índios e fazendeiros que disputam terras

Internacional|Do R7

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Rio de Janeiro, 5 jun (EFE).- O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu nesta quarta-feira serenidade a índios e fazendeiros envolvidos em disputas por terras no Mato Grosso do Sul, após ações que deixaram um morto e um ferido e perante a possibilidade que o conflito se agrave. "A radicalização não serve para nada. Ela só complica os processos", afirmou Cardozo em declarações a jornalistas ao desembarcar hoje no estado junto com 110 membros da Força Nacional de Segurança, enviados à região para evitar novos conflitos. A chegada da força de elite da polícia à região ocorre uma semana depois que um índio morreu baleado durante uma operação de reintegração de posse de uma das fazendas disputadas e um dia depois que outro indígena ficou ferido em um ataque de pistoleiros. A situação pode agravar-se ainda hoje uma vez que termina o prazo estabelecido pela Justiça para que os índios desocupem pacificamente a mesma fazenda na qual ocorreu o incidente da semana passada e cuja propriedade é disputada por produtores rurais e pela etnia terena. Segundo o ministro, a solução aos conflitos provocados pela disputa de terras entre índios e fazendeiros tanto no Mato Grosso do Sul como em outros estados exige "serenidade, tranquilidade e disposição para o diálogo". "O apelo que fazemos é: vamos ao diálogo, à negociação, à conversa, sem exaltação, garantindo a paz e a tranquilidade para que mais pessoas não sejam mortas", declarou Cardozo ao justificar sua viagem à região. O ministro assegurou que os reforços da Força Nacional de Segurança se concentrarão na cidade de Sidrolândia para garantir que a desocupação da fazenda Buriti, principal propriedade em conflito, seja realizada pacificamente. Cardozo comentou ainda que o governo não pode opor-se ao despejo dos índios da fazenda por se tratar de uma ordem judicial. Na quinta-feira passada, o indígena terena Oziel Gabriel morreu atingido por um tiro quando a Polícia Federal, seguindo uma ordem judicial, desalojou centenas de índios que tinham ocupado esta fazenda. Os terena voltaram a ocupá-la dois dias depois por considerá-la terra de seus antepassados e após a própria Fundação Nacional do Índio (Funai) reconhecer que a área pode ser incluída em uma reserva indígena. EFE cm/rsd

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