Miss Universo 2014 critica comentários de Trump sobre o México: "ofensivos"
Internacional|Do R7
Nova York, 2 jul (EFE).- A colombiana Paulina Vega, Miss Universo 2014, classificou nesta quinta-feira como "injustos e ofensivos" os recentes comentários do magnata Donald Trump sobre os imigrantes mexicanos, que foram recebidos com uma onda de indignação. "Como colombiana e como Miss Universo, quero mostrar meu apoio e aprovar os sentimentos da comunidade latina", disse ela em mensagens postadas no Facebook e no Instagram. No dia 16 de junho, Trump, dono da empresa que organiza o concurso Miss Universo, fez duras críticas aos imigrantes mexicanos quando anunciou sua intenção de concorrer à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. "O México manda gente, mas não manda o melhor. Está enviando pessoas com um monte de problemas (...). Estão trazendo drogas, o crime, estupradores. Admito que há alguns que são bons", afirmou na ocasião o magnata. Além disso, ele propôs a construção de "um grande muro" entre os Estados Unidos e México para evitar o fluxo de migrantes ilegais mexicanos e que seria pago por este último país. A Miss Universo 2014, em seus comentários divulgados hoje, ressaltou que a organização do Miss Universo "trabalha de forma independente de seus donos. "Se a organização do Miss Universo compartilhasse algum sentimento anti-latino ou qualquer tipo de preconceito racial, eu não estaria nesta posição hoje", acrescentou a colombiana. Paulina também destacou o trabalho social que em mais de seis décadas essa organização realizou em favor de "milhares de comunidades" e sua função de unir "países ao redor do mundo de maneira inspiradora". "Reconhecer e aceitar as diferenças que existem através da humanidade é o primeiro passo para o desenvolvimento real e substancial", acrescentou. As declarações de Trump derivaram na decisão das redes de televisão "Univisión" e "NBC" de se negarem a transmitir o concurso Miss Estados Unidos, marcado para o próximo dia 12, em Baton Rouge, no estado da Louisiana, entre outras medidas. No caso da "Univisión", Trump respondeu que essa decisão representava um rompimento de contrato, por isso informou que tinha apresentado um requerimento judicial reivindicando uma compensação de cerca de US$ 500 milhões. Além das emissoras, a rede varejista Macy's anunciou que tinha decidido terminar sua relação comercial com Trump, que vendia roupas de sua marca em suas lojas. EFE ag/id













