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Moçambique: Após Kenneth, 180 mil pessoas precisam de ajuda médica

Organização Mundial da Saúde informou que pelo menos 17 hospitais foram atingidos em Cabo Delgado e regiões afastadas também foram atingidas

Internacional|Da EFE

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Ciclone Kenneth atingiu 17 hospitais em Cabo Delgado
Ciclone Kenneth atingiu 17 hospitais em Cabo Delgado

Cerca de 188.700 pessoas precisam de assistência médica ou correm risco de contrair doenças na região nordeste de Moçambique após a passagem do ciclone Kenneth, que atingiu localidades com pouca infraestrutura de água e saneamento, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (2).

Em comunicado, a OMS detalhou que pelo menos 17 hospitais foram atingidos na província de Cabo Delgado, mas o número pode aumentar à medida que se tenha acesso a áreas até agora isoladas.


"Devido à falta de acesso, ainda não sabemos o alcance total dos danos ao sistema de saúde e os riscos", afirmou a agência da ONU, que realiza avaliações com o Ministério da Saúde moçambicano.

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Esse é o segundo ciclone que atinge Moçambique no último mês e meio depois do Idai, que causou mais de mil mortes neste país, no Zimbábue e no Malawi, e que uma semana depois de tocar terra ainda provoca fortes chuvas e inundações. O número total de vítimas é de 48 até agora.


Por causa das fortes chuvas, os esforços se concentram em prevenir uma possível epidemia de cólera na capital de Cabo Delgado e no distrito de Macomia. Também foi criado um hospital de campanha em Macomia com o apoio de Médicos Sem Fronteiras (MSF).

"Ainda dá tempo de controlar o risco de cólera, mas devemos agir agora", afirmou a representante da OMS em Moçambique, Djamila Cabral.

Kenneth, que entrou no nordeste de Moçambique em 25 de abril, é o ciclone mais forte a atingir a nação africana e, diferentemente do Idai, afeta principalmente áreas rurais pouco povoadas.

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