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Monti aprova plano de pagamento a provedores no valor de 40 bilhões de euros

Internacional|Do R7

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Roma, 6 abr (EFE).- O Executivo interino da Itália, que é presidido pelo tecnocrata Mario Monti, aprovou neste sábado um decreto de lei com um novo plano de pagamento a provedores, para o qual destinou 40 bilhões de euros, valor que em 12 meses saldará algumas dívidas da administração pública com as empresas. Em entrevista coletiva após o Conselho de Ministros em Roma, Monti compareceu para informar o plano junto a seus ministros de Economia, Vittorio Grilli, e de Desenvolvimento Econômico, Corrado Passera. O primeiro-ministro interino explicou que esta injeção de liquidez imediata nas empresas, da qual já informou a União Europeia (UE), não suporá em nenhum caso que o país exceda neste ano o limite de 3% de déficit público. "Quisemos encontrar uma solução para problemas não facilmente compatíveis: desbloquear pagamentos no valor de 40 bilhões em um prazo de 12 meses, com mecanismos claros, simples e rápidos, que não imponham novos custos inúteis, e respeitar além disso a barreira do 3% de déficit em 2013 e evitar sanções", disse Monti. "As previsões da Comissão Europeia preveem para 2013 a consecução do equilíbrio estrutural e quisemos assegurar as condições para efetuar estes pagamentos, respeitando as regras europeias e tendo a fundada esperança de que em maio, a Itália abandonará o processo europeu por déficit excessivo no qual se encontrava há anos", acrescentou. Este novo plano de pagamento, que chega depois do aprovado em 2012, faz com que a previsão de déficit público da Itália para este ano seja elevada de 2,4% de seu Produto Interno Bruto (PIB) a 2,9%, um limite que será vigiado de perto pelo Ministério da Economia. O plano, cuja natureza de decreto faz com que já na segunda-feira possam ser feitos os primeiros pagamentos, obriga que as administrações públicas italianas realizem um censo de todas as faturas que endividam, cuja liquidação será incluída nos orçamentos de 2014. Esses 40 bilhões de euros serão cobertos com bônus do Estado (o maior pagamento de juros será compensado por uma contenção da despesa dos ministérios) e o pagamento das dívidas, se os pedidos de cada administração pública excederem a quantidade de financiamento que podem receber, será feito por ordem de antiguidade, dando prioridade às faturas cujo prazo de pagamento já expirou. Primeiro serão as empresas do setor produtivo a cobrar as dívidas da administração pública e depois, os bancos, e além desses 40 bilhões de euros aprovados hoje, os orçamentos do ano que vem podem incluir novos fundos para tentar pagar todas as faturas o mais rápido possível. Segundo explicou Monti, o tempo empregado pela administração pública italiana para fazer frente aos pagamentos de suas faturas é de 180 dias, com um atraso de uns 90 dias sobre o prazo estipulado nos contratos, o que faz com que a Itália se situe em "condições similares" a Portugal, Espanha e Grécia, e "decididamente pior" que o Reino Unido ou Alemanha. "Isto determina custos para as empresas e a inteira coletividade nacional, porque determina depois preços mais elevados nas provisões. Trata-se de condições inaceitáveis que foram aceitas durante muito tempo e criaram piores condições para a economia", comentou. Monti expressou sua "surpresa e ligeira indignação" pelas críticas ao seu Governo pelo fato de que adiou para sábado a aprovação deste plano, prevista para quarta -feira, sobretudo as provenientes dos partidos que durante a última década "ocasionaram este fenômeno". O primeiro-ministro interino, que segue no poder à espera da formação de um novo Governo após as eleições gerais, expressou seu desejo de que o próximo Executivo possa fazer o melhor possível com um país que deixam já sem um déficit público excessivo, pronto para o relançamento econômico. EFE mcs/ff

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