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Moody's adverte Japão do risco econômico da crise nuclear

Internacional|Do R7

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Tóquio, 9 set (EFE).- A agência de qualificação de risco Moody's advertiu nesta segunda-feira sobre o fator negativo para a dívida soberana do Japão da crise nuclear na central nuclear de Fukushima, perante o contínuo aumento do investimento público para atenuar o vazamento radioativo e a compra de hidrocarbonetos. Em comunicado, a agência assegurou que o anúncio na semana passada do Governo japonês de investir 47 bilhões de ienes em um plano de emergência para controlar os vazamentos de água contaminada em Fukushima é um "crédito negativo para a dívida soberana" do país. O principal problema que o Japão enfrenta atualmente na crise nuclear é a enorme acumulação de água altamente radioativa nos porões dos reatores, e escorre para o mar. Deste montante aprovado no dia 3 de setembro diante dos graves vazamentos radioativos, 32 bilhões de ienes serão destinados a um sistema experimental para congelar o solo ao redor dos prédios dos reatores para bloquear a saída de água subterrânea nas unidades. Ao aumento do dinheiro público para custear os imprevistos em Fukushima se acrescenta, segundo a Moody's, o risco que representa para a balança comercial a compra cada vez maior de hidrocarbonetos para gerar eletricidade em suas usinas térmicas. "A pressão cidadã mantém as usinas nucleares fechadas", algo que bloqueia o plano do Governo japonês de reiniciar a atividade das usinas atômicas "para poder fornecer uma provisão de energia elétrica estável e econômica", segundo o comunicado da agência. Isto fez necessário "importar hidrocarbonetos e elevar o custo da energia, impedindo a indústria de crescer e obstaculizando o clima investidor", acrescentou a Moody's. Neste contexto, "enquanto Fukushima continuar liderando as manchetes com notícias de aumentos dos níveis de radiação e dos vazamentos de água contaminada para o Oceano Pacífico, a recusa da população para reiniciar os reatores se manterá", e o Japão "terá aumentada sua pressão na balança comercial", concluiu a agência. EFE jpf/ma

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