Moradores saqueiam clínica e matam agente de saúde no Congo
Entre janeiro e o início de maio, houve 42 ataques a instalações de saúde, com 85 trabalhadores feridos ou mortos, segundo dados da OMS
Internacional|Beatriz Sanz, do R7, com Reuters

Uma multidão no leste do Congo matou um profissional de saúde que tratava casos de Ebola e saqueou uma clínica, segundo informações do Ministério da Saúde do país nesta terça-feira (28).
O caso aconteceu por conta de uma quebra na confiança pública que está dificultando os esforços para conter o vírus.
Ataques a centros de tratamento por grupos armados e a desconfiança entre os moradores que consideram a doença uma conspiração se tornaram grandes impedimentos para conter o pior surto de Ebola da República Democrática do Congo.
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A febre hemorrágica já matou 1.281 pessoas, de acordo com os últimos números do ministério, e não mostra sinais de diminuir sua disseminação, com dezenas de novos casos por semana.
O Ministério disse que no sábado (25) os moradores da vila de Vusahiro, no distrito de Mabalako, "se levantaram e atacaram a equipe local de socorristas, formada por moradores da vila treinados".
Um agente sanitarista da equipe de prevenção e controle de infecção morreu de seus ferimentos quando foi transferido para o hospital.
Socorristas, profissionais de saúde e membros da comunidade estão cada vez mais sujeitos a ameaças de grupos armados em pontos críticos como Katwa e Butembo, afirma a Organização Mundial da Saúde, complicando os esforços para conter o ebola.
Autoridades da ONU dizem que impedir esses ataques direcionados a profissionais de saúde requer o desembaraço de problemas políticos enraizados no leste do Congo. O diálogo levou a uma recente redução dos ataques em larga escala contra profissionais de saúde, disse o chefe de emergências da OMS, Mike Ryan, a jornalistas em Genebra na terça-feira (28).
Ainda assim, uma batalha difícil permanece. Entre janeiro e o início de maio, houve 42 ataques a instalações de saúde, com 85 trabalhadores feridos ou mortos, segundo dados da OMS.












