Morre ativista chinês detido por pedir renúncia de Xi Jinping
Família ainda desconhece o momento exato e a causa da morte, que o irmão diz estar 'relacionada com o governo local'
Internacional|Da EFE

O ativista chinês Wang Meiyu, detido após um protesto no qual pediu a renúncia do presidente da China, Xi Jinping, morreu enquanto estava sob detenção, informou à Agência Efe um irmão do recluso.
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Wang Meilin explicou que o irmão foi hospitalizado no domingo e que a família recebeu a notificação da morte pelas autoridades nesta segunda-feira (23). Wang estava detido desde julho na prisão de Hengyang, a sua cidade natal, no centro da China.
A família ainda desconhece o momento exato e a causa da morte, a qual o irmão diz estar "relacionada com o governo local".
Em 2018, Wang Meiyu protestou sozinho nas cidades de Hengyang e Changsha com um cartaz com a frase: "Peço energicamente para que Xi Jinping e Li Keqiang - o primeiro-ministro chinês - renunciem imediatamente e permitam eleições nacionais".
Depois desses protestos, agentes das forças de segurança chinesas o ameaçaram diversas vezes. O manifestante foi detido no dia 8 de julho e encarcerado dois dias depois na prisão de Hengyang. Wang era casado e tinha um filho e uma filha.
A lei chinesa permite manter qualquer suspeito sob detenção por um máximo de seis meses antes de apresentar acusações formais.
Desde a chegada de Xi ao poder, em 2013, a situação dos direitos humanos na China sofreu uma rápida deterioração e as forças de segurança locais ameaçam, perseguem, agridem, torturam, detêm e frequentemente mantêm incomunicáveis ativistas, jornalistas e advogados que exigem prestação de contas ou direitos garantidos pela Constituição.














